Rio Negro se aproxima de enchente histórica de 1953

Rio está apenas 86 centímetros abaixo da marca histórica, em 28,83 metros, devido às fortes chuvas

Liege Albuquerque, da Agência Estado,

06 de maio de 2009 | 18h57

A mais de um mês do pico da cheia, no fim de junho, o rio Negro atingiu nesta quarta-feira, 6, a marca de 28,83 metros de profundidade, apenas 86 centímetros abaixo da enchente histórica de 1953, com 29,69 metros. A Defesa Civil Estadual já entregou 3,4 mil cartões no valor de R$ 300 cada para famílias em 14 municípios, sendo a meta de 41 até o fim desta semana, ou cerca de 6,5 mil cartões.

 

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Uma das preocupações da secretaria de governo são as escolas embaixo d'água. A secretaria de governo do Estado estima que pelo menos 6 mil crianças estejam sem escola no Estado. Em Maués, a 267 quilômetros de Manaus, a enchente dificulta o acesso de quase 2 mil crianças às escolas. Na área mais castigada pela subida do rio Solimões - que compreende as regiões do Curuçá, Lago Grande e Paraná de Baixo - existem pelo menos 33 escolas.

 

No dia 30 de abril, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) anunciou que as águas do rio Negro, que banha Manaus, devem atingir em média 29,60 metros de profundidade em junho, quando termina o período de chuvas na região. Segundo o CPRM, esta deverá ser a terceira maior cheia dos últimos 50 anos no Amazonas. Perderia apenas para a primeira, em 1953, quando o pico da cheia do rio ficou em 29,69 metros e da segunda, em 1976, quando o Negro alcançou 29,61 metros.

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