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Rio pode ter 3.261 casos de dengue; 41 hemorrágicos

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio de Janeiro divulgou ontem um novo balanço de casos de dengue no Estado. Até a última sexta-feira, foram registradas 3.261 novas vítimas da doença, das quais 41 foram do tipo mais perigoso, o hemorrágico. O município mais afetado foi o Rio, com 1.198 novos casos até domingo, seguido por Duque de Caxias (730), Nova Iguaçu (450) e Niterói (236).Até agora apenas uma morte por dengue foi confirmada, de uma mulher não-identificada que morava na favela da Rocinha, na zona sul da cidade, mas existem três suspeitas de morte relacionadas com a doença que ainda estão sendo analisadas.O total do Estado do Rio até a última sexta-feira chega perto do total registrado em todo o mês de janeiro do ano passado (3.960). A expectativa é que o número real ainda seja bem maior do que o divulgado porque outras mil amostras de sangue - que teriam o resultado confirmado nesta segunda-feira - não puderam ser analisadas por causa do corte de energia elétrica. Por causa do apagão, o laboratório Noel Nutels terá que refazer todos esses mil testes. "Esse balanço ainda é parcial porque o real número de casos só será conhecido depois da análise desse material que ficou faltando", afirma Oscar Berro, diretor do Noel Nutels. Nesta segunda-feira, as emergências de vários hospitais e postos de saúde da cidade tiveram filas de pessoas com sintomas da dengue. No posto de saúde Marcolino Candau, na região central do Rio, dez casos da doença foram diagnosticados apenas na manhã de hoje.À tarde, outras dez pessoas com sintomas da doença esperavam na fila para ser atendidas. "Fui ao hospital ontem e o médico disse que realmente tenho dengue. Não consegui ir trabalhar. Mesmo antes de o médico dizer que era dengue, eu já sabia porque lá perto de casa tem muito mosquito", contou o vigilante João Carlos BatistaBarcelos, 29 anos, morador do bairro do Estácio (zona norte), que esperava para ser atendido no posto.Ao seu lado, o fiscal de supermercado Alberto Silveira, 46 anos, reclamou que estava com dores de cabeça desde o último sábado e também tinha certeza de que tinha sido mordido por um Aedes aegypti, o mosquito que transmite o vírus da dengue. "Muita gente que conheço está com dengue na minha rua. É claro que o mosquito também mepegou." A dona-de-casa Sandra Pedro de Souza, de 44 anos, que também esperava na fila do posto de saúde, culpou o governo pelas dores de cabeça e o mal-estar que sentia. "O problema é que perto da minha casa tem muito lixo e muito mato e faz meses que não vejo nenhum carro jogando inseticida lá no meu bairro."

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