Rio receberá R$ 100 milhões para investir na área de segurança

Verba do Pronasci foi anunciada nesta 5ª pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, antes da abertura da Conseg

Agência Brasil,

27 Agosto 2009 | 16h59

A cidade do Rio de Janeiro vai receber cerca de R$ 100 milhões para investimento em segurança pública. Segundo o ministro da Justiça, Tarso Genro, o recurso será repassado à prefeitura por meio do Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci). "Até o próximo dia 17, vamos anunciar um aporte de recursos de R$ 100 milhões destinados a políticas municipais de prevenção em segurança pública, nos territórios onde o Pronasci já está implementado", informou nesta quinta-feira, 27, o ministro durante café da manhã com jornalistas, no ministério.

 

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Segundo o secretário executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira, o dinheiro será gasto em iniciativas como a instalação de videomonitoramento do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança Pública do município e a ampliação do projeto Mulheres da Paz, no qual líderes comunitárias recebem uma bolsa de R$ 190 para atuar como mediadoras sociais, identificando famílias com problemas e jovens em situação de risco.

 

Teixeira lembrou que, no ano passado, o governo estadual recebeu cerca de R$ 124 milhões para implementar projetos aprovados no Pronasci. Os R$ 100 milhões anunciados nesta quinta serão destinados a ações sociais de caráter preventivo realizadas na capital, por meio de convênios que serão celebrados com a prefeitura. "O dinheiro é para o município. O [governador] Sérgio Cabral já recebeu o dinheiro que queria, que não queria, que podia e que não podia gastar. Ele é o mais privilegiado de todos [os governadores contemplados com verbas do Pronasci], mas gastou bem [os recursos repassados]", reforçou o ministro Tarso Genro.

 

Para o ministro, que destacou o interesse do prefeito do Rio, Eduardo Paes, pelo Pronasci - ao passo que seu antecessor, César Maia. "não queria nada com o programa" - a capital fluminense é um bom exemplo da eficácia da iniciativa. Vocês [repórteres] são testemunhas de que, desde o início, eu dizia que, se nós não ganharmos a batalha [contra a criminalidade] no Rio de Janeiro, não ganharemos a batalha da segurança pública no País. Dedicamo-nos com afinco a implementar o Pronasci na cidade, e os vários pontos que já estão recebendo os investimentos do programa deram um salto extraordinário após a presença do prefeito Eduardo Paes", destacou o ministro.

 

Já o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Ballestreri, observou que o Brasil pode ainda não ter se dado conta, mas "há uma revolução silenciosa em curso" no Estado, que, segundo ele, adotou um modelo de policiamento preventivo em detrimento de uma força meramente repressiva. "O modelo repressivo de policiamento, que não deu certo em nenhum lugar, foi um desastre do ponto de vista dos índices de violência e criminalidade no estado. Agora, há uma novidade que são as unidades de polícia de pacificação", disse Balestreri.

 

"Acho que o Rio de Janeiro está no caminho certo e, se continuar nessa perspectiva de uma polícia que não invade [comunidades] dando tiro e sai, mas sim que entra e fica no local, fazendo o embate quando necessário, podemos estar vendo um processo similar aos das cidades colombianas de Medellín e Bogotá, que pareciam perdidas e hoje estão em pleno processo de recuperação", completou o secretário.

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