Rio registra aumento da criminalidade em setembro

Os números de homicídios, latrocínios (assaltos seguidos demorte), roubos a residência, assaltos a banco, furtos de veículo,encontros de cadáveres e extorsões mediante seqüestro aumentaram no Estado em setembro em comparação a agosto. A Secretaria de Segurança Pública credita o crescimento nas estatísticas ao fato de agosto ter registrado taxas mais baixas do que a média, por causa de uma série de ações policiais desencadeadas no período.A coordenadora de Segurança e Justiça do Estado, Jacqueline Muniz, considera que setembro foi um mês com índices de patamares normais, ao contrário de agosto, quando os indicadores de criminalidade ficaram menores, se comparados com os meses anteriores ? por exemplo, homícidios, roubos de veículos e assaltos a banco. ?Agosto foi um mês atípico. Os índices foram baixos porque havíamos desencadeado ações em regiões específicas, principalmente para coibir os roubos a banco (quebaixaram de 12, em julho, para 4, em agosto)?. A coordenadora esclareceu que as ações para coibir os crimescontinuaram no mês seguinte, mas as práticas dos bandidos mudaram. ?Você não pode tirar policial das ruas, você distribui melhor. Não se pode recuar nas operações. É preciso haver continuidade?, afirmou. NúmerosEm setembro, foram registrados 540 homicídios, ou 3,6 casospor 100 mil habitantes. Em agosto, foram 493 (3,3 por 100 milhabitantes). Em setembro do ano passado, a taxa foi de 3,4. O total de furtos ficou no mês passado em 8779 (59/100 mil hab), menor do que a de agosto, de 8943 (60,2), mas maior do que a de setembro de 2001 (52,8).De agosto para setembro, o índice de latrocínios subiu de 12 para 17. O de roubos a residência, de 140 para 154; o de assaltos a instituições financeiras, de 4 para 10; o de furtos de veículos, de 1630 para 1753; o de encontro de cadáveres, de 118 para 121; o de extorsões mediante seqüestro, de 2 para 4.No caso dos homicídios, a taxa também foi maior do que a verificada em setembro do ano passado. Mas, para Jacqueline Muniz, números de anos diferentes não podem ser comparados, porque a população cresce e a dinâmica das cidades se altera. Os dados da produção policial mostram que o volume de ocorrências envolvendo apreensão de drogas diminuiu de 1247 em agosto para 1137 em setembro e o de armas apreendidas subiu de 1290 para 1356. As modalidades de crime que rendem grande volume de dinheiro aos bandidos são as que mais causam preocupação, segundo Jacqueline. ?Nenhum dos dados de setembro nos causou espanto. Mas continuamos preocupados com os roubos de veículo, a instituições financeiras, estabelecimentos comerciais, roubos de carga e extorsões mediante seqüestro, que capitalizam os bandidos?, contou. A incidência de roubos de cargas foi menor em setembro do que em agosto. Houve 296 casos, ante317 no mês anterior.

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