Rio registra menor taxa de homicídios desde 1991, diz secretaria

Foram 30 mortos para cada 100 mil habitantes; na comparação com 2009, houve uma queda de 17,7% nos assassinatos

Pedro da Rocha, Central de Notícias

31 Janeiro 2011 | 18h39

SÃO PAULO - O Rio de Janeiro teve em 2010 a menor taxa de homicídios desde 1991, quando a série estatística começou a ser contabilizada. Foram 30 mortos para cada 100 mil habitantes. A Secretaria de Segurança de Estado divulgou os dados nesta segunda-feira, 31.

 

Na comparação com 2009, houve uma queda de 17,7% nos assassinatos, que tiveram mil e vinte e cinco casos a menos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). No ano passado, o número de assassinatos chegou a 4.768, o menor em números absolutos da série histórica.

 

No item latrocínio (roubo seguido de morte), a taxa de ocorrência a cada cem mil habitantes chegou a 0,98, no ano passado. É o menor número de registros em doze anos, com 156 casos. Os registros de roubo de veículos tiveram o melhor resultado desde 1997. Em 2010, foram quase cinco mil carros roubados a menos do que no ano anterior, com 20.052 casos no total.

 

Os chamados autos de resistência (morte de autoria policial após resistência à prisão) caíram 18,4% em 2010, comparado ao ano anterior. Foram 855 mortes, enquanto 2009 apresentou 1048 casos. As mortes de policiais em serviço também caíram em 2010. No ano passado, foram 20 registros, onze a menos que o ano anterior, quando 31 policiais morreram.

 

Repercussão. A cúpula da Secretaria fluminense avaliou de maneira positiva os índices apresentados. Segundo o secretário José Mariano Beltrame, as reduções são reflexos da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades carentes e do planejamento e a coordenação operacional das polícias nas chamadas Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps).

 

Beltrame, no entanto, ressaltou que ainda não há nada para comemorar. "Não estamos comemorando absolutamente nada. O Rio de Janeiro ainda está longe do estado que a gente espera chegar", disse Beltrame. "O que eu acho de mais importante disso é que a estratégia adotada faz com que todos os índices reduzam e que a percepção da violência melhore."

 

Para o subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, Roberto Sá, São Paulo continua a apresentar resultados melhores que o Rio porque o trabalho desenvolvido pelo Estado paulista é consistente há oito anos. "Estivemos em São Paulo para acompanhar o trabalho que foi feito lá. Eles já vem com uma política consistente de redução de criminalidade há oito anos", disse Sá. "Daqui a quatro anos, queremos apresentar números similares aos de São Paulo."

 

(Com Alfredo Junqueira, de O Estado de S. Paulo)

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