Rio tem 3 mil desalojados

No ES, homem morreu soterrado anteontem à noite

Clarissa Thomé, O Estadao de S.Paulo

24 de janeiro de 2009 | 00h00

Cerca de 3 mil pessoas estão desalojadas no Rio por conta das chuvas, segundo levantamento da Defesa Civil do Estado. Outras 450 perderam as suas casas. Mas os rios que cortam os municípios de Tanguá, Itaboraí e Rio Bonito começam a baixar. Desde o início do mês, seis pessoas morreram no Estado em decorrência das chuvas, duas atingidas por raios. No Espírito Santo, um homem morreu soterrado na noite de quinta-feira.O caso mais grave é em Tanguá, no Grande Rio, que vai decretar situação de emergência - a única ponte que dá acesso ao depósito de lixo da cidade foi levada na última enchente. Será preciso fazer uma licitação emergencial para reconstruir a ponte. O lixo já começa a se acumular na cidade. Em Rio Bonito, também no Grande Rio, um dos bairros mais atingidos foi o de Cambucás, onde 720 pessoas tiveram suas casas alagadas pelas chuvas que fizeram o Rio Bonito transbordar. Trezentas pessoas estão desalojadas.Os municípios do norte e noroeste do Rio, afetados pelas chuvas, devem receber, na próxima semana, R$ 27 milhões para obras e projetos de recuperação. O dinheiro deve ser liberado pela Assembleia Legislativa, que ontem anunciou que vai doar R$ 15 milhões do próprio orçamento, e pelo Tribunal de Contas do Estado, que autorizou a liberação de R$ 12 milhões do Orçamento de 2009. O anúncio foi feito pela Secretaria de Obras. No Espírito Santo, o caseiro Brás Ribeiro, de 60 anos, morreu quando a casa em que ele trabalhava foi soterrada por uma barreira que deslizou, na noite de quinta-feira, em São José do Calçado. Algumas cidades do sul do Estado, como Castelo e Conceição do Castelo, têm regiões completamente isoladas.

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