Rio Uruguai começa a baixar, mas RS ainda tem 20 mil desabrigados

Pelo menos dez rodovias estaduais estão total ou parcialmente fechadas; governo decretou situação de emergência em 13 estradas

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2014 | 20h37

PORTO ALEGRE - Depois de chegar a 17 metros acima de seu leito normal, o Rio Uruguai começou a baixar na fronteira do Brasil com a Argentina, abrindo perspectivas para milhares de desabrigados voltarem às suas casas nos próximos dias. Em São Borja e Itaqui a água recuou cerca de cinco metros. 

O número de desalojados no Estado ainda é alto, sobretudo na fronteira com a Argentina. De acordo com boletim emitido pela Defesa Civil no fim da tarde desta segunda-feira, 7, 20.436 pessoas estão fora de suas casas, a maioria hospedada em casas de parentes e amigos. 

Dois municípios, Iraí e Barra do Guarita, decretaram estado de calamidade pública e 121 decretaram situação de emergência. O período crítico de chuvas ocorreu entre 23 e 30 de junho. A enxurrada levou três pessoas. Duas foram encontradas mortas e uma continua desaparecida.

Além dos prejuízos para moradores da região que perderam tudo o que tinham dentro de casa, os estragos das enxurradas ainda podem ser sentidos nas estradas do Rio Grande do Sul. Pelo menos dez rodovias estaduais estão parcial ou totalmente bloqueadas, forçando motoristas de municípios como Porto Mauá, Marcelino Ramos, Bento Gonçalves, Taquara e André da Rocha a buscar desvios para chegarem a seus destinos. O governo do Estado decretou situação de emergência em 13 rodovias para facilitar a contratação de serviços de restauração.

Sol. A previsão dos serviços de meteorologia indica que os próximos dias serão ensolarados, com madrugadas frias e tardes amenas em todo o Rio Grande do Sul. Ao amanhecer, podem ocorrer geadas. A mínima esperada tanto para esta terça-feira quanto para quarta-feira é de 2ºC.

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