Riquezas minerais influenciam a geografia do voto

As duas cidades cujo número de eleitores mais cresceu são beneficiadas por petróleo e cobre Rio das Ostras. Investimento custeado pelos royalties

, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2010 | 00h00

De um lado, o petróleo; de outro, o cobre. Duas riquezas minerais são as responsáveis pelas maiores explosões no número de eleitores no ranking municipal.

Em Rio das Ostras, no litoral norte do Rio, foi o boom na exploração petrolífera o que atraiu mais moradores e fez com que o eleitorado aumentasse nada menos que 58% entre as eleições de 2006 e abril de 2010, passando de 39 mil para quase 62 mil.

Em Alto Horizonte, no interior de Goiás, a instalação de uma mineradora de cobre provocou o mesmo efeito. Atraídos por empregos e infra-estrutura pública, os novos moradores fizeram o eleitorado da cidade aumentar 53% no mesmo período, de 2.277 para 3.481.

De acordo com o prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto, a população da cidade mais do que dobrou desde 2005, o que exigiu um salto nos investimentos públicos, custeados principalmente pelos royalties do petróleo.

De 5.000 alunos em 1997, a rede pública municipal passou a abrigar 20.000 estudantes. No mesmo período, a prefeitura calcula que as ruas pavimentadas passaram de 10 para 300 quilômetros.

Em Alto Horizonte, o prefeito Luiz Borges da Cruz afirmou que brasileiros de todas as regiões do País se instalaram em sua cidade desde que a mineradora Maracá começou a operar.

Até chilenos se mudaram para o local. Segundo a prefeitura, em 2007 o município teve o maior produto interno bruto (PIB) per capita de Goiás.

Entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, o que mais cresceu em peso eleitoral foi Ananindeua, no Pará (18%).

Segundo o prefeito Helder Barbalho, a cidade tem gerado empregos com a instalação de indústrias. "Quanto mais eleitores forem às urnas, maior é a pressão que se forma sobre o gestor público", afirmou. "A cidade sai vitoriosa nesse processo", diz ele.

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