Risco de multa pode aumentar 60% em 2009

Se Prefeitura conseguir fazer as licitações previstas, 207 novos radares serão instalados em São Paulo

Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

31 de dezembro de 2008 | 00h00

Em 2009, o risco de os motoristas serem flagrados por radares na capital vai aumentar 60%, caso a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) consiga colocar em operação o número de equipamentos previsto. Se as licitações não emperrarem, como aconteceu neste ano, a previsão é de que 215 novos aparelhos sejam instalados no próximo ano. Ontem, outros 23 aparelhos fixos começaram a multar. Agora, 342 radares funcionam na cidade. Com os 319 equipamentos que já estavam em operação, a Prefeitura aplicou 326 mil multas em novembro - uma a cada oito segundos. Desde janeiro, houve 4,2 milhões de autuações.A CET conta com cinco tipos de radar: fixos, móveis, lombadas eletrônicas, refis (caetanos) e reifex. Os três primeiros aparelhos estão em operação há dez anos. Os mais antigos, de 1995, são o refis e os reifex, que fiscalizam, respectivamente, motoristas que passam o sinal vermelho e invadem a faixa exclusiva de ônibus. Tecnicamente, eles não são considerados radares, por não registrarem velocidade. Mas, com um mecanismo semelhante, flagram os dois tipos de infrações.Desde agosto, a Prefeitura vem enfrentando uma série de problemas com as licitações dos radares. Primeiramente, o contrato com a empresa que operava os 26 aparelhos móveis venceu. Dois meses depois, os 40 radares fixos deixaram de funcionar pelo mesmo motivo. Aos poucos, a Secretaria de Transportes está colocando em operação mais equipamentos, por meio de novas licitações. A meta é chegar a 235 fixos e voltar a ter 26 móveis. Por enquanto são 86 e 10, respectivamente. As cem lombadas eletrônicas, por pouco, também não pararam de operar. A CET conseguiu, com contratos emergenciais, prorrogar a prestação do serviço até janeiro, quando as novas serão instaladas. A idéia é substituir as antigas e colocar mais 53. Por fotografarem os veículos de frente, elas não registram excesso de velocidade de motos, sem placa dianteira. Por serem mais antigos, os refis devem ser substituídos gradativamente por radares fixos. Tanto esses aparelhos como os que registram invasão de carros e motos à faixa de ônibus foram desenvolvidos por técnicos da CET há 13 anos e continuam fotografando as placas à moda antiga: com película. Os filmes são trocados todos os dias por marronzinhos. Para evitar vandalismo, a empresa não divulgou a localização dos aparelhos. Por problemas de manutenção, dos 132 caetanos instalados, 21 não funcionam. Entre os reifex, dos 53 que estão nas ruas, 18 estão quebrados. O gerente de Fiscalização Eletrônica da CET, Luiz Pavão, garante que o aumento do número de equipamentos não tem o objetivo de ampliar a arrecadação. "Instalamos os aparelhos para inibir o desrespeito, sempre voltados para a segurança", afirmou.

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