Rivais decidiram não atacar Weslian

A estratégia de não atacar diretamente Weslian Roriz foi traçada pelas campanhas dos demais três candidatos ao governo do Distrito Federal uma semana antes do debate da Rede Globo. Nos bastidores, chegaram a um consenso: se a mulher de Roriz fosse crucificada no debate, correriam o risco de repetir o efeito do chamado, na crônica política brasiliense, "debate catástrofe".

Bastidores: Carol Pires, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2010 | 00h00

O debate em questão, em 1998, colocou em frente às câmeras o então governador Cristovam Buarque (ex-PT, atual PDT) em duelo com o ex-governador Joaquim Roriz (ex-PMDB, atual PSC). Pressionado pelo professor Cristovam, um doutor em economia, Roriz ficou nervoso, caiu em armadilhas, e não conseguiu pronunciar a palavra "catástrofe", depois de várias tentativas. Considerado arrogante pela população, Cristovam, que liderava, foi para o 2.º turno e perdeu a reeleição.

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