Rivais denunciam compra de votos

Rondônia

Gabriela Cabral, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2010 | 00h00

A campanha para o governo de Rondônia acirrou-se nos últimos dias, com trocas de críticas e acusações entre os candidatos Confúcio Moura (PMDB) e o governador João Cahulla (PPS), que tenta a reeleição. Cahulla é alvo de investigação da Polícia Federal, que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em locais ligados à sua campanha. Ninguém, porém, foi preso. Requisições de gasolina, contratos de trabalho e outros materiais, recolhidos pela PF, podem estar ligados a crimes como compra de votos.

No último debate na TV Rondônia, afiliada Globo no Estado, porém, Cahulla acusou Confúcio de ter comprado votos nos dois turnos.

Apoio. Confúcio chega à disputa de hoje em vantagem sobre Cahulla, por causa do apoio de concorrentes derrotados no primeiro turno. Moura conseguiu atrair o deputado federal Eduardo Valverde (PT) e o senador Expedito Júnior (PSDB), eliminados em 3 de outubro. A maioria dos políticos tucanos, porém, aderiu à candidatura de Cahulla.

Confúcio tem base eleitoral em Ariquemes, onde foi prefeito nos últimos dois mandatos, e Cahulla é de Rolim de Moura.

O próximo governador poderá aproveitar o bom momento econômico do Estado, que nos últimos dois anos tem recebido investimentos decorrentes da instalação das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira. Terão como desafio, contudo, a falta de infraestrutura em saúde, educação, moradia e saneamento básico, que se agravou ainda mais com o aumento populacional, principalmente na capital.

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