RJ busca recuperar presos via trabalho

"Menos algema, mais trabalho". É o que diz o cartaz pregado em uma das salas da Fundação Santa Cabrini, órgão estadual responsável pelo trabalho dos presidiários fluminenses. Dos 18 mil detentos do Rio, 2.409 trabalham atualmente. De acordo com Tânia Soares Castro, diretora da fundação, até setembro eles serão 2.600. "Queremos que o trabalho seja uma forma de repensar a existência e de estabelecer novas perspectivas para o cidadão que transgrediu as leis e cumpre pena", diz em defesa do Programa de Trabalhadores em Recuperação.A cada três dias trabalhados, os presos têm um dia descontado da pena. O levantamento da qualificação profissional da população carcerária fluminense é uma das iniciativas que serão feitas dentro do Programa de Trabalhadores em Recuperação. "Nos presídios há especialistas em computadores, em marcenaria. Uma mão-de-obra qualificada que precisa ser mais bem aproveitada", justifica a diretora da Fundação Santa Cabrini.Mais bem aproveitada a serviço do próprio Estado. Carteiras escolares para os Cieps e camas para uma clínica pública de recuperação de dependentes químicos são exemplos do trabalho dos presos. Segundo Tânia, essa mão-de-obra poderá ser usada também na manutenção de prédios do governo e de carros oficiais, por exemplo. Paralelamente, um "selo cidadão" será criado para os produtos das empresas que colaborarem no projeto.

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