RJ: Cai número de mortes violentas no primeiro trimestre de 2012

Entre janeiro e março deste ano foram 1.251 vítimas, queda de 9,3% no número de mortes em relação ao mesmo período de 2011

Nielmar de Oliveira, Agência Brasil

20 Abril 2012 | 23h12

RIO DE JANEIRO - O Indicador Letalidade Violenta - homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), auto de resistência (quando um policial civil ou militar matar alguém em confronto) e lesão corporal seguida de morte - atingiu o menor número dos últimos doze anos. Dados divulgados nesta sexta-feira, 20, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo do Rio de Janeiro, indicam que de janeiro a março deste ano o índice registrou 1.251 vítimas, contra 1.778 do mesmo período de 2000, uma queda de 29,6%. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a queda no número de mortes foi 9,3%.

Dois dos três principais indicadores "estratégicos" de criminalidade levados em consideração pela Secretaria de Estado de Segurança Pública apresentaram bons resultados no primeiro trimestre do ano. Além do Indicador Letalidade Violenta, o Roubo de Rua teve redução de 14,3%, entre um semestre e outro. Foi o melhor resultado desde 2007.

O indicador estratégico Roubo de Rua (roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo) apresentou no trimestre janeiro a março queda em todos os seus indicadores. Em 2012, foram registrados 15.505 roubos, contra 17.763 em 2007.

Já o número de roubo de veículos aumentou 21,7% entre os três primeiros meses de 2011 e igual período deste ano. Foram registrados 5.599 casos, contra 4.601 do primeiro trimestre de 2011. Segundo o governo do Rio, este crescimento "confirma uma tendência de alta que vem se verificando nos últimos meses e que vem merecendo atenção especial das policiais Civil e Militar".

Segundo informações do governo, no último dia 28 de março, a Secretaria de Segurança promoveu uma reunião com a cúpula das polícias Civil e Militar para analisar os dados do ISP e traçar estratégias para reverter o aumento desse indicador, "incluindo uma maior integração entre as áreas de inteligência das duas polícias de forma a ampliar o intercâmbio de informações relacionadas ao roubo de veículos". O governo afirma, ainda, que "várias outras medidas operacionais já começaram a ser implementadas nas regiões afetadas, mas elas não podem ser divulgadas por razões estratégicas".

Os três indicadores estratégicos são usados na definição do Sistema Integrado de Metas da Secretaria de Segurança, que premia as unidades policiais que apresentarem melhor desempenho na redução da criminalidade.

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