RJ recolhe menores infratores do Largo da Carioca

Uma operação envolvendo a Guarda Municipal e o Conselho Tutelar recolheu nesta manhã seis menores infratores, com idades entre 11 e 17 anos, que viviam no Largo da Carioca, no centro. Eles tentaram reagir, mas acabaram sendo levados para o Conselho, que participou da ação com três conselheiros. Ao chegarem à entidade, houve tumulto. Uma menor, de 15 anos, cujo nome não foi divulgado, quebrou uma porta e uma prateleira no Conselho. Todos foram encaminhados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), mas voltaram ao Conselho Tutelar em seguida, com exceção da agressora.A operação aconteceu por volta das oito horas e teve como objetivo recolher menores que passam o dia cheirando cola, fumando maconha e praticando pequenos furtos. Membros da Fundação para a Infância e a Adolescência (FIA) e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social só chegaram ao Largo da Carioca meia hora depois que os menores foram recolhidos. A menina que danificou uma sala do Conselho foi encaminhada para o Centro de Triagem e Referência (CTR), na Ilha do Governador, zona norte. Ela ficará no abrigo até quarta-feira, quando será apresentada à 2ª Vara da Infância e Juventude.Para o juiz, Siro Darlan, da 1ª Vara da Infância e da Juventude, a operação não foi adequada e a Guarda Municipal não está capacitada para realizar este tipo de serviço. "Essas crianças têm que ser tratadas por educadores, psicólogos, pedagogos e especialistas em drogadicção, e não policiais. Como os abrigos não estão preparados, amanhã elas estarão de volta nas ruas", disse. Segundo Darlan, o município do Rio possui 72 abrigos públicos, que atendem a 3.200 crianças, mas ele afirma que nenhum deles é "especializado no tratamento de problemas de drogas".

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