Vlademir Alexandre/Estadão
Vlademir Alexandre/Estadão

RN solicita a permanência das Forças Armadas por mais 30 dias

Saída do efetivo federal do Estado está prevista para esta terça-feira; na madrugada desta segunda-feira, houve dois novos ataques na capital potiguar

Anderson Bandeira, Especial para o Estado

15 de agosto de 2016 | 13h30

RECIFE - Após mais uma madrugada de ataques criminosos, o governo do Rio Grande do Norte solicitou na manhã desta segunda-feira, 15, a permanência das Forças Armadas por mais 30 dias. Em ofício enviado ao presidente interino Michel Temer (PMDB), o governador Robinson Faria (PSD) pediu ainda a liberação de efetivo extra para atuar na cidade de Mossoró.

O prazo para o efetivo federal se retirar do Estado termina nesta terça-feira, 16. No entanto, o governo teme que os ataques voltem, como o registrado nesta segunda-feira na zona oeste de Natal. No bairros do Bom Pastor e de Felipe Camarão, um caminhão e um carro foram incendiados, respectivamente, e nenhum criminoso foi preso até o momento. 

Conforme levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública (Sesed), até a última sexta-feira, 12, 114 atos criminosos em 40 cidades potiguares foram registrados desde o início dos ataques. Até o momento, 110 pessoas já foram presas por suspeitas de envolvimento nos crimes.

Os ataques nas cidades ocorrerem desde o dia 28 de julho e em virtude da instalação de bloqueadores de celulares na Penitenciária de Parnamirim, na Grande Natal. Em resposta à ação do governo, vários ataques a ônibus, carros, prédios da administração pública e base militares foram registrados na cidade.

Uma facção de dentro do presídio reivindica a autoria, o que levou o governo a apelar para tropas nacionais encaminharem efetivo para conter a onda de violência.

No Estado, aproximadamente 1.200 militares (920 do Exército, 220 da Marinha e 60 da Aeronáutica) foram encaminhados para ajudar no efetivo. 

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