Robinho Pinga nega participação no tráfico

Robson André da Silva, o Robinho Pinga, traficante apontado como maior fornecedor de cocaína e maconha do Estado e fundador da facção criminosa Terceiro Comando Puro, negou envolvimento com o crime, ao ser inquirido hoje pelo juiz Flavio Marcelo Azevedo Horta Fernandes, da 1ª Vara Criminal do Fórum da Ilha do Governador. Ao fim do interrogatório, ele pôde se encontrar com a mãe, que foi até lá visitá-lo. Eles se abraçaram numa sala reservada. O traficante foi preso no dia 23 de dezembro, em Sorocaba, no interior de São Paulo. Ele se disse religioso e foi apresentado pela polícia carregando uma bíblia. O carro que levou Robinho do presídio de Bangu 1 até o fórum foi escoltado por 70 policiais, distribuídos em dez veículos, um helicóptero e até uma lancha, que acompanhou o trajeto por mar. O forte esquema de segurança foi montado para evitar qualquer tentativa de resgate do bandido. No dia 27 de dezembro, criminosos armados resgataram um traficante preso que prestaria depoimento no mesmo fórum. O bando executou dois policiais civis que faziam sua escolta. O traficante resgatado acabou sendo morto também, em confronto com a polícia.

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