Robô faz 1º mergulho em busca das caixas-pretas do voo da Air France

Navio francês chegou à área das buscas nesta terça; prioridade é descobrir localização das caixas-pretas

Daniela Fernandes, BBC

26 Abril 2011 | 12h36

PARIS - O robô Remora 6000, que tentará localizar as caixas-pretas do avião AF 447 da Air France, realizou sua primeira missão de mergulho nesta terça-feira, segundo o Escritório de Análises e Investigações da França (BEA, na sigla em francês). O robô chegou ao local dos destroços no navio francês Ile de Sein, que havia saído na sexta-feira do porto de Dacar, no Senegal, e chegou apenas hoje.

 

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O BEA apura as causas do acidente que matou 228 pessoas em 31 de maio de 2009, quando uma pane fez com que o Airbus caísse no Oceano Atlântico. Segundo a organização, a prioridade desta quinta fase de buscas é localizar as caixas-pretas do avião.

Segundo o BEA, dois grupos de trabalho foram formados. Um deles continua analisando as 15 mil fotos dos destroços tiradas por outros robôs na fase anterior das buscas, sobretudo as da parte traseira do Airbus, onde se situam as caixas-pretas.

O segundo grupo estuda os procedimentos ligados à recuperação das duas caixas-pretas, dos calculadores de voo e de outras peças do avião consideradas úteis para as investigações, como os motores e as asas.

Partes da fuselagem da aeronave, juntamente com corpos de passageiros, foram encontradas no início do mês de abril.

Incerteza. Os investigadores ainda não sabem, no entanto, se as duas caixas-pretas, que contêm os parâmetros técnicos do voo e as gravações das conversas dos pilotos, poderão ser analisadas, após terem ficado quase dois anos submersas a 3,9 mil metros de profundidade.

Pouco antes de embarcar no navio em Dacar, o responsável pela investigação do acidente da Air France, Alain Bouillard, disse que "É um desafio para o BEA poder analisar o conteúdo das caixas-pretas".

"Se tudo der certo, serão necessários vários dias de preparativos para ler o conteúdo delas e talvez várias semanas, se estiverem danificadas", afirmou.

As caixas-pretas são consideradas fundamentais para descobrir as causas do acidente. Se forem localizadas, elas serão colocadas em uma fragata da marinha francesa, que sairá de Caiena, na Guiana Francesa, para trazê-las à França.

O BEA informou que já tem as coordenadas geográficas precisas dos destroços, a partir da análise das 15 mil fotos tiradas por outros robôs submarinos na operação anterior, que havia localizado a fuselagem. 

As imagens permitem uma intervenção mais rápida do robô Remora 6000 (ROV, na sigla em inglês - Veículo Operado Remotamente) no local onde está a cauda do avião.

Segundo o BEA, 68 pessoas estão a bordo do Ile de Sein. Além de transportar o robô, o navio Ile de Sein está equipado com um guindaste que pode içar várias toneladas de material.

 

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