Rodízio lidera ranking de multas da CET em São Paulo

Pela primeira vez desde que o rodízio municipal de veículos foi adotado, em 1996, as multas causadas pelo desrespeito à restrição ficaram em primeiro lugar no ranking das infrações registradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em 2006. Das quase 4 milhões de infrações que a CET aplicou em 2006, mais de 1,5 milhão ficaram por conta do rodízio. O número, surpreendente, deixou pra trás a infração por excesso de velocidade, recordista até então. Em 2006, fiscais da companhia e radares aplicaram 999.870 multas por velocidade excessiva. Estacionar em local proibido, com 609.872 infrações, e dirigir falando ao celular, com 223.729 multas, completam a lista das principais faltas dos motoristas. Dois motivos são apresentados pelos engenheiros da CET como justificativa para a mudança, ambos na esfera da fiscalização. O primeiro deles são os Leitores Automáticos de Placas (LAPs), que foram responsáveis por 1.056.000 do total de multas por desrespeito ao rodízio em 2006. Ao todo, são 36 radares instalados em cima de postes e semáforos, em lugares e pontos estratégicos da cidade, que capturam a imagem das placas dos carros que não deveriam estar circulando naquele dia e horário. Como segunda grande causa os engenheiros citaram os agentes de fiscalização, que juntos aplicaram 507.000 multas em motoristas desobedientes - ou esquecidos. "Com esse aumento no rigor na fiscalização, nós conseguimos retirar das ruas cerca de 50 mil veículos, que, pela sensação de impunidade que existia, circulavam normalmente, mesmo quando era o dia do rodízio deles", explicou o diretor de Operações da CET, Adauto Martinez Filho. A sensação de que não seria ´pega´ parece ter motivado a atriz Ana Luiza Leão, de 31 anos, a se arriscar a sair num dia em que o seu carro estava proibido de circular. "Saí, mas não fui multada", contou Ana. "Estava com o carro na rua e o horário adentrou as 17 horas. Aí, fazer o quê? Tentei ficar invisível", brincou. A multa de rodízio é considerada infração média, tem o peso de R$ 85,13 no bolso do infrator, além de render 4 pontos na carteira.

Agencia Estado,

02 Fevereiro 2007 | 13h37

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