Rodovias de SP terão 41 radares dedo-duro

Aparelho que lê placa do veículo ficará em pontos movimentados

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

12 Agosto 2009 | 00h00

Começam a funcionar até dezembro, em 41 pontos de rodovias paulistas, os radares com leitura e reconhecimento automáticos de placas (LAP), chamados de "dedo-duro". A licitação está sendo concluída, com apreciação dos preços ofertados pelas empresas, disse ontem o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. O contrato prevê a instalação de mais 69 equipamentos nas principais estradas do Estado a partir do próximo ano. Esse tipo de radar já está em operação nas ruas da capital. De acordo com Arce, além de detectar excesso de velocidade, os radares dedo-duro - que estarão interligados a um sistema junto às secretarias de Segurança Pública e da Fazenda - serão capazes de informar sobre o cadastro do veículo, se ele é roubado, se o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) foi pago, se o licenciamento está em dia ou qualquer outro tipo de irregularidade. "Estamos contratando uma prestação de serviços, um radar mais sofisticado. A finalidade é proteger o cidadão que paga impostos. Vão funcionar nos locais das rodovias onde há mais movimento", explica o secretário. O radar dedo-duro ficará em trechos das principais rodovias: Rodoanel, Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Anchieta, Imigrantes, Padre Manoel da Nóbrega, Rio-Santos, Tamoios, Mogi-Bertioga, Cônego Domenico Rangoni - antiga Piaçaguera-Guarujá -, Castelo Branco, Bandeirantes, Anhanguera, Raposo Tavares, Marechal Rondon, Floriano Rodrigues Pinheiro, Washington Luís e Santos Dumont, entre outras. O radar tem um mecanismo capaz de ler a placa do veículo. Como o equipamento estará ligado online a uma central de informações, o policial rodoviário poderá parar o veículo e apreendê-lo. Após apreensão e multa, será levado para um depósito, segundo Arce, e liberado somente após o pagamento dos impostos atrasados. "Cerca de 30% dos carros parados pela Polícia Rodoviária têm algum tipo de problema", afirma. O governo estuda proposta de criar pequenas unidades de Poupatempo próximo dos locais das blitze ou perto de pátios, para facilitar a regularização dos veículos com débitos. O contrato para a prestação dos serviços tem duração de 17 meses, ao custo de R$ 6,5 milhões. Mas há possibilidade de aditamentos para um período de até cinco anos. Os radares deverão começar a funcionar dois meses após a assinatura do documento, segundo a Secretaria dos Transportes. As estradas foram divididas em cinco lotes, de acordo com as divisões administrativas da Polícia Rodoviária e suas respectivas companhias. CAPITAL Na cidade de São Paulo, nos 70 quilômetros quadrados da Zona Máxima de Restrição de Fretamento, 60 radares do tipo LAP estão sendo instalados pela Secretaria Municipal dos Transportes. Além de flagrar ônibus fretados que desrespeitam a restrição de circulação, os equipamentos também apontam veículos, caminhões e motos com irregularidades, que tentem fugir do rodízio ou ultrapassem a velocidade permitida. O cronograma prevê conclusão de instalação em outubro. Atualmente, São Paulo tem 121 radares fixos para monitorar o trânsito - desses, 72 têm LAP. A maioria está colocada nas principais vias. A cidade conta também com 13 aparelhos móveis que operam em esquema de rodízio em aproximadamente cem vias, além de outras cem lombadas eletrônicas.

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