Rodovias são só parte do problema, diz expert

As estradas representam muitas vezes somente o ''''ponto de abordagem'''' da exploração sexual de crianças e adolescentes. É o que diz Joana Vargas, pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo ela, a prostituição de menores depende do contexto socioeconômico da região.Joana coordenou um programa de combate à violência sexual infanto-juvenil em Minas. Ela citou o caso de duas cidades em que outros fatores influem na exploração sexual. Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, são as festas agropecuárias, e em Teófilo Otoni, no leste do Estado, as exposições de pedras semipreciosas.''''Em Teófilo Otoni e Itaobim (também na região leste), verificou-se muito o fenômeno da estrada como um fator de risco importante'''', disse a pesquisadora. As duas cidades são cortadas pela BR-116. De acordo com Joana, os pontos ao longo da rodovia servem, muitas vezes, para abastecer outros locais de prostituição infantil.Ela também destacou a relação entre a exploração sexual e o tráfico de drogas. ''''Essas coisas costumam caminhar juntas.''''

EDUARDO KATTAH, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2016 | 00h00

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