Romaria reúne duas mil pessoas em Curitiba

Uma das principais solenidades para lembrar o Dia do Trabalho em Curitiba foi a Romaria do Trabalhador, preparada pela Igreja Católica e pelo Fórum Estadual de Luta por Trabalho, Terra, Cidadania e Soberania, que reúne sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), associações de moradores e de trabalhadores. "O trabalhador tem muitas dificuldades para se sustentar e ainda há interesse em desmontar os direitos trabalhistas", criticou o bispo auxiliar de Curitiba, d. Ladislau Biernaski.Cerca de 2 mil pessoas fizeram uma caminhada saindo de várias paróquias e reuniram-se na Igreja Nossa Senhora do Rosário de Belém, no Bairro Centenário, onde foi feita uma celebração religiosa. Além das críticas à flexibilização da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), houve manifestações contra a instalação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que será tema de um plebiscito a ser realizado pela Igreja Católica em setembro.Também no aspecto religioso, fiéis subiram o Morro do Anhangava, de 1.400 metros de altura, no município de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, para participar de uma missa, uma tradição de 52 anos. Cerca de que 2 mil pessoas, entre eles vários desempregados, enfrentaram a neblina e a chuva fina da manhã. Durante todo o dia, a Força Sindical realizou uma festa na Praça do Verbo Divino, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.A expectativa era de que mais de 50 mil pessoas passariam pelo local onde havia muitos brinquedos para as crianças e onde eram feitos documentos de identidade e carteiras de trabalho. Os participantes foram convidados a levar alimentos não perecíveis para concorrer a prêmios.

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