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Rompimento de barragem deixa 5 desaparecidos

Equipes do Corpo de Bombeiros procuravam, no final da manhã, pelo menos cinco corpos de pessoas que teriam sido soterradas após rompimento de uma barragem de rejeitos de minério em São Sebastião das Águas Claras, distrito de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. O acidente aconteceu no por volta das 17h de ontem, quando a barragem, pertencente à Mineradora Rio Verde, cedeu e toneladas de uma mistura de terra, água e minério de ferro desceu por uma encosta. A lama encobriu a principal estrada que liga a BR-040 ao povoado e, segundo ambientalistas, assoreou 12 quilômetros de um córrego que passa pelo local. Cinco motoristas da empresa, identificados como Renan Fernandes da Silva, Romero Faustino Leonídio, Clóvis Medina, Ronaldo Ferreira Resende e Silviomar da Silva Santos, estariam, segundo a própria mineradora e familiares, trabalhando logo abaixo da barragem e desapareceram. A suspeita é que os veículos em que estavam - três caminhões e duas escavadeiras - foram soterrados e eles não tiveram tempo de escapar. Segundo o major bombeiro Altamir Penido, que comandava as operações de busca, era remota a possibilidade de encontrar as vítimas com vida. "Pela quantidade de material que desceu pela encosta, é muito difícil que existam pessoas vivas sob a terra", disse. Embora a região não seja povoada, o oficial não descartou a possibilidade de que outras pessoas possam ter sido soterradas. "O local recebe muitos turistas e não sabemos se havia mais alguém na mata, na hora do acidente", afirmou. Entidades ambientalistas atribuíram o acidente na barragem ao descaso dos governos estadual e federal na fiscalização das atividades mineradoras, nos arredores de Belo Horizonte. O ecologista Renê Vilela informou que as mineradoras Rio Verde e MBR, que atuam na região de São Sebastião, não sofrem fiscalização, o que possibilita a ocorrência de acidentes como o de ontem.De acordo com Vilela, órgãos como a Funfdação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e o Departamento Nacional de Produção Mineral, que deveriam realizar este trabalho, se transformaram em "escritórios de despachos". "O governo está praticamente administrando os interesses das grandes mineradoras", explicou. A Companhia de Abastecimento e Saneamento de Minas (Copasa), responsável pela água em Belo Horizonte, teve uma importante adutora rompida com o deslizasmento. Até o final da manhã, no entanto, garantiu que o abastecimento da capital não seria comprometido.

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