Washington Alves/Reuters
Washington Alves/Reuters

Rompimento de barragem faz Furnas paralisar hidrelétrica Retiro Baixo

Suspensão de operações é medida preventiva para evitar danos a estrutura; providências para conter lama foram tomadas

André Borges, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2019 | 21h24

BRASÍLIA – A estatal Furnas, do grupo Eletrobrás, informou que paralisou as operações das duas turbinas de sua hidrelétrica Retiro Baixo, que funciona no rio Paraopeba, em Minas Gerais. A paralisação é uma medida preventiva, para evitar que o rejeito da barragem de Brumadinho possa comprometer sua estrutura. 

A concessionária Retiro Baixo Energética, formada por Furnas (49%), Cemig (49,9%) e Orteng (1,1%), declarou ainda que  já tomou as primeiras providências para conter a lama. “Foi interrompida a operação da usina, realizados testes de vertedouro e fechadas as tomadas de água para preservar os equipamentos”. 

A empresa está em contato com as autoridades para avaliar os reflexos causados pelo deslocamento da lama e tomar novas providências. Uma equipe da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) seguirá neste sábado, 26, para a região para acompanhar o trabalho de contenção.

A hidrelétrica tem potência de 82 megawatts (MW) e está localizada na região dos municípios mineiros de Pompéu e Curvelo, a cerca de 220 quilômetros de Brumadinho. A Agência Nacional de Águas (ANA) declarou que a barragem “possibilitará amortecimento da onda de rejeito” e que a onda de lama deverá atingir a usina daqui a dois dias. A estatal monitorava o avanço da lama desde a tarde desta sexta-feira, 25, após o rompimento da barragem.

Segundo a Vale, o risco de deslocamento da lama é menor do que na tragédia de Mariana, pois a barragem de Brumadinho estava desativada e, por isso, havia menor quantidade de água em seu interior.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.