Roriz inaugura metrô do DF

A inaguração do metrô do Distrito Federal, hoje, que deveria ter-se dado com pompa e circunstância, não contou com a presença maciça de populares nem de autoridades do governo federal como esperava o governador Joaquim Roriz. Diante de uma pequena platéia, ele se recusou a comentar a elevação dos custos da obra e disse que "analisar o que gastou" no metrô, que até agora já consumiu R$ 1,3 bilhão, é "mediocridade" e "não interessa." O governador fez questão de fazer uma viagem no metrô, entre a cidade de Samambaia e o centro de Brasília, a estação da Rodoviária. Em Samambaia, na frente da estação, há um imenso lamaçal que dificulta o acesso ao público. Na viagem ao centro de Brasília, Roriz parou em Taguatinga. Pouco mais de 100 pessoas aguardavam o govenador. Em um discurso de menos de um minuto, Roriz disse às pessoas que desta vez a inauguração é "definitiva".Definitiva foi a palavra mais pronunciada por Roriz, pelo menos 10 vezes, nos locais por onde passou. Nestes nove anos de construção do metrô, houve pelo menos uma inauguração geral no governo passado e várias solenidades nas estações que se espalham pelo trajeto. "A partir de hoje o metrô nunca mais vai parar", prometeu o governador.NovelaQuando chegou ao centro de Brasília, Roriz encontrou a estação com cerca de 300 pessoas. O próprio Roriz admitiu que a construção do metrô de Brasília virou uma "novela". Roriz, que foi o último governador biônico do DF e está de olho na reeleição, voltou a prometer a construção de mais um trecho do metrô, entre Taguatinga e Ceilândia, duas das cidades mais populosas de Brasília. "Não posso prever quando", disse. "Mas temos que levar o metrô para todas as cidades do DF."Roriz não acha que o tempo gasto para a construção do metrô, dentro do prazo de suas próprias promessas, seja extenso. "O metrô de superfície de Roma há 100 anos está sendo construído e até hoje não terminaram tudo", disse Roriz, sendo aplaudido pelas duas centenas de pessoas que foram à Rodoviária.No seu discurso final, Roriz, arrancou sorrisos dos eleitores com suas comparações. Para mostrar a economia de tempo no metrô, disse que "uma pessoa gasta 60 minutos por hora" para chegar ao centro de ônibus ao centro da cidade. Trocou o nome do Teatro Nacional Cláudio Santoro por Cláudio "Santana" e sugeriu que a população vai ter mais tempo para "namorar" depois das rápidas viagens do metrô. Sem a preseça de nenhum ministro ou líder do Congresso Nacional, Roriz agradeceu a uma lista de atuais e antigos "colaboradores" de seu governo.

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