Rosinha combina com militares envio de tropas ao Rio

A governadora do Rio, Rosinha Matheus (PMDB), almoça hoje com representantes das Forças Armadas e da cúpula de segurança do Estado no Palácio Guanabara. Eles vão conversar sobre oemprego de militares no combate à criminalidade no Rio, depois que o Ministério da Defesa confirmou o envio de tropas na próxima semana.Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião com os ministros da Defesa, José Viegas, e da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. No encontro, foi analisado o envio de tropas. O ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o da Articulação Política, Aldo Rebelo também participaram. Depois disso, os ministros Márcio Thomaz Bastos José Viegas deverão anunciar na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro, a forma como as tropas federais irão atuar no Estado. Os dois se reunirão com a governadora e o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho. Pelo já combinado, o Exército faria ações específicas em conjunto com a Polícia Militar do Rio e teria controle operacional. Os militares pertencem ao Batalhão de infantaria e ao de pára-quedistas.Nesta quarta-feira, Garotinho terá um encontro com o secretário nacional de Segurança, Luiz Fernando Corrêa e o diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, para acertarem os últimos detalhes de uma ação conjunta entre a PF e as forças locais. A reunião de hoje entre as autoridades federais e do Estado será o segundo passo dado pela União para ajuda o Rio no combate à violência. Ontem, o secretário da Administração Penitenciária do Estado, Astério Pereira dos Santos esteve com o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Clayton Nunes. A ajuda das Forças Armadas foi solicitada pela governadora Rosinha Matheus duas vezes. Na primeira vez, o governo federal rejeitou o pedido com o argumento de que, pela Constituição, as tropas militares não poderiam ficar subordinadas ao governo estadual, como queria a governadora. Três semanas depois, Rosinha reformulou o pedido e Lula determinou que a solicitação fosse atendida. Desde então, Viegas e Bastos estavam tentando encontrar uma saída para o impasse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.