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Rosinha escreve a embaixador contestando reportagem

A governadora Rosinha Matheus (PMDB) enviou nesta quinta-feira uma carta ao embaixador da Inglaterra, Peter Collecott, protestando contra a reportagem intitulada "Rio, cidade da cocaína e da carnificina", publicada na terça-feira no jornal inglês The Independent. Na carta, Rosinha pede que Collecott transmita às autoridades inglesas e ao jornal a "insatisfação com a forma preconceituosa como a cidade do Rio de janeiro foi tratada". O documento enumera os pontos onde a reportagem teria desrespeitado as "mais comezinhas regras da correta técnica jornalísticas". A principal delas teria sido não ouvir o outro lado. "Os autores da reportagem não consultaram uma autoridade sequer", diz a governadora, num trecho da carta. Em outro, critica "o uso da estatística sem citação da fonte".A reportagem diz que o Rio tem o maior índice de mortes por disparos de arma de fogo, mas não cita de onde vem essa informação, que Rosinha contesta: "Se tivessem se dado ao trabalho de consultar fontes oficiais e precisas, descobririam que o mais recente levantamento do Ministério da Justiça coloca o Rio em sétimo lugar nas estatísticas de homicídios dolosos. Ela classificou ainda como "distorção dantesca" a comparação entre a guerra entre quadrilhas de traficantes rivais na cidade com guerras civis no Sudão e na Chechênia: "No Rio de Janeiro temos uma guerra da autoridade contra a bandidagem, em locais específicos. Há regiões com índices de criminalidade semelhante aos europeus."Plano VerãoO secretário interino de Segurança do Rio, Marcelo Itagiba, anunciou nesta quinta-feira o início do Plano Verão, operação anual da polícia para aumentar a segurança na orla da zona sul e da Barra da Tijuca (zona oeste) e nos pontos turísticos da cidade durante a alta temporada, que vai do início do verão até depois do Carnaval. As novidades neste ano serão o uso de motocicletas, duas lanchas e um helicóptero no patrulhamento. O efetivo será de 600 homens e 130 viaturas. Alguns policiais ficarão de binóculos em cima dos postos de salvamento, para impedir que cenas como a do arrastão no Leblon (zona sul), ocorridas no final de setembro, se repitam durante o verão. O anúncio foi feito após reunião do Comitê de Segurança Turística, órgão consultivo com representantes do setor turístico e autoridades municipais e estaduais, num hotel na zona sul do Rio. Na reunião, empresários dos ramos de hotelaria e serviços pediram a volta do Zona Sul Legal, programa de recolhimento de menores implementado no ano passado, que foi suspenso após seis meses por causa de manifestações de Organizações Não-Governamentais ligadas aos direitos humanos. Itagiba concordou em retomar o programa, desde que em parceria com a Guarda Municipal e o Juizado de Menores: "A parte assistencial cabe ao juizado e ao município. À polícia, cabe prender o menor infrator", afirmou.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2004 | 20h59

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