Rosinha fala em complô contra seu governo

A governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus (PSB) afirmou nesta quinta-feira que "pessoas do governo federal", cujos nomes não revelou, estão orquestrando ações para desestabilizar sua gestão. Ela acusou os meios de comunicação de divulgar informações "deturpadas" sobre a criminalidade e as negociações com a União na área de segurança pública. "Pessoas que queriam o segundo turno (eleitoral) não estão conformadas até hoje. Mas não vou permitir avacalhar o meu governo", disse durante a inauguração de uma delegacia no município de Barra do Piraí.Rosinha também criticou a demora do governo federal nas ações para combater a criminalidade no Estado. "O ministro (da Justiça, Thomaz Bastos,) disse que ia aumentar o efetivo dos policiais federais, mas não aconteceu nada ainda. Aqui, toda vez que a Polícia Militar vai desarmar bandido enxuga gelo porque as armas continuam entrando", disse, lembrando a responsabilidade de deter o tráfico de armamentos é da Polícia Federal.Ao comentar as medidas para conter a violência no Estado onde os traficantes desafiam diariamente o poder público através de ações ousadas, Rosinha citou o caso dos 769 policiais acusados de crimes que foram afastados na gestão do ex-governador e futuro secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho (1999-2002). A Justiça determinou a reintegração dos servidores. "Por força da lei, eles retornaram. Pedimos várias mudanças na lei, mas ainda não houve isso".Segundo o presidente da Coligação dos Policiais Civis do Rio de Janeiro (Colpol), Carlos Eustáquio Pacheco, a indicação do ex-governador Anthony Garotinho (PSB) para titular da Secretaria de Segurança Pública do Estado causou um mal-estar entre os policiais. "A escolha foi péssima. Não só porque ele não é da área, mas também porque já começou atingindo os profissionais com quem vai trabalhar", disse.

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