Rosinha pede que Forças Armadas fiquem nas ruas

A governadora Rosinha Garotinho (PSB) pediu ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a permanência do Exército no Rio por mais 30 dias. Em telefonema ao ministro na segunda-feira, ela propôs que os militares continuem a fazer o patrulhamento ostensivo nas ruas, enquanto as polícias civil e militar continuariam realizando operações especiais. O ministro não chegou a responder à solicitação da governadora, que será analisada.O secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, Josias Quintal, considera que o fato de o Exército ter matado a tiros, por engano, o professor Frederico Branco de Farias não invalida a ação das Forças Armadas na segurança do Estado. Segundo a Secretaria de Segurança, Quintal disse que eventos como a morte de Farias são algo dentro da expectativa de ter o Exército nas ruas."Em uma operação de envergadura tão grande, é possível que fatos como esses ocorram. Esse caso não vai fazer com que esse aparato não seja utilizado novamente, ou não continue", afirmou Quintal.De acordo com o secretário, só o Exército pode dar explicações e detalhes do que ocorreu realmente no episódio da morte do professor.Ao defender a presença das Forças Armadas nas ruas, o secretário alegou que os quadros das polícias militar e civil "não podem ser aplicados em todas as áreas críticas ao mesmo tempo". "Só a capital tem 650 favelas com a presença do narcotráfico", disse.Três mil militares estão nas ruas do Rio desde sábado, quando começou a chamada "Operação Guanabara". De acordo com o governo do Rio, as Forças Armadas estão fazendo o patrulhamento das vias de acesso, Linha Vermelha, Linha Amarela e túneis da cidade.Para o secretário de Segurança, "a população vê na presença dos militares um fator a mais de segurança". Ele lembrou que desde 1º de janeiro, quando começou o atual governo, defendia que as Forças Armadas atuassem no Estado devido à "situação preocupante", que se confirmou, de acordo com ele, na semana passada, quando o comércio foi ameaçado para fechar as portas, ônibus foram incendiados e bombas lançadas em prédios. A presença do Exército nas ruas "é importante porque a população está atemorizada", afirmou o secretário.Veja o especial:

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