Rosinha visita locais atingidos pelas chuvas no Rio

Desencontros entre políticos - que chegaram a marcar uma reunião numa churrascaria, vetada pelo ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes -, pedidos de verbas federais, respostas reticentes e cobrança dos moradores. Assim foi a passagem da governadora Rosinha Garotinho (PMDB), hoje, pela Baixada Fluminense. A região foi atingida, desde sexta-feira, por fortes chuvas que mataram sete pessoas. Após visitar duas escolas públicas que acolheram desabrigados, a governadora pediu a Ciro R$ 12 milhões para obras de macrodrenagem. Já o ministro das Cidades, Olívio Dutra, prometeu liberar R$ 8 milhões para habitações populares.Na primeira escola visitada, o CIEP Vinicius de Moraes, na Vila do Ipê, em Belford Roxo, um dos quatro municípios da Baixada que ontem ainda estavam em estado de emergência, desabrigados cobraram da governadora a limpeza dos rios e valões. Rosinha reagiu dizendo que as enchentes são "inevitáveis" e causadas por um "conjunto de fatores". "Tem muito lixo na cidade. Ao longo dos anos, casas foram sendo construídas em locais impróprios. São essas que caem. Não é só o rio. E com a quantidade de chuva que caiu, a enchente é inevitável.", disse.Visitas e pedidosEm São João de Meriti, outro município que continuava em estado de emergência, Rosinha se encontrou com Ciro. Após uma reunião, Rosinha anunciou que já está investindo R$ 20 milhões financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento no Programa Nova Baixada e R$ 10 milhões dos cofres estaduais na dragagem de rios. "Precisamos que o presidente Lula libere R$ 12 milhões para concluirmos a macrodrenagem", disse.Ciro foi lacônico sobre o pedido apresentado. "Cabe a mim levar o assunto para Brasília com a disposição de resolvê-lo o mais rápido possível", disse. Em São João de Meriti, Ciro acompanhou Rosinha em uma visita-relâmpago ao CIEP Maria Gavazio Martins, onde não ficaram mais de cinco minutos. Mais uma vez, moradores disseram que o rio próximo nunca fora dragado.Ao ministro das Cidades, Rosinha fez dois pedidos: um planejamento emergencial para socorrer os desabrigados e uma parceria entre União, Estado e municípios para retirada de pessoas que vivem em encostas e margens de rios. Dutra disse que os R$ 8 milhões para a construção de casas devem sair até o fim do ano, mas depende da regulamentação do Programa Especial de Habitação Popular.

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