Rota flagra reunião do PCC e prende 13

PMs apreenderam armas, drogas e dinheiro em favela da zona sul

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

17 Julho 2009 | 00h00

Uma operação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) prendeu 13 acusados de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), aprendeu armas, drogas e R$ 150 mil, além de estourar um laboratório para o refino de cocaína e crack na Favela Monte Azul, perto do Terminal João Dias, zona sul de São Paulo. Entre os presos está Alexandre Campos dos Santos, o Jiló, foragido da Justiça e acusado de ser um dos líderes da facção criminosa.A operação da PM começou às 16 horas. Os homens da Rota haviam recebido informações sobre uma reunião do PCC na quadra de esportes da favela. "Sabíamos que uns 20 bandidos estariam no encontro, no qual pretendiam discutir a organização do tráfico", afirmou o major Francisco Andrade Junior, subcomandante da Rota.Três pelotões com 60 homens do batalhão foram enviados para cercar a quadra enquanto outros dois, com 40 PMs permaneceram fora da favela controlando o perímetro da Monte Azul. "Quando nossos homens chegaram, os bandidos atiraram. Não revidamos, pois a quadra de esportes é ao lado de uma creche", afirmou o major. Apesar dos tiros, ninguém ficou ferido.Dez acusados foram presos na quadra, enquanto os demais participantes da reunião fugiram correndo pelos telhados das casas. Como a favela estava cercada, os PMs da Rota passaram a revistar os locais suspeitos com base em denúncias recebidas pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Assim, outros três acusados foram localizados na área.Os PMs encontraram com os suspeitos um revólver, uma pistola semiautomática e uma submetralhadora. Uma das denúncias recebidas levou os policiais até uma casa na Rua Vitalina Grossmann. Ali era o laboratório de refino de cocaína e de crack dos bandidos. Quando os policiais entraram no imóvel, encontraram uma caixa d?água com capacidade de mil litros quase lotada de sacos com cocaína. "Não sabemos ainda quantos quilos havia, pois deixamos tudo no local para que a perícia fosse feita", disse o tenente-coronel Paulo Adriano Telhada, comandante da Rota.DINHEIROAinda no laboratório, os policiais encontraram uma mochila com cerca de 10 quilos de notas de R$ 100, R$ 50 e R$ 10. Ao todo, cerca de R$ 150 mil foram apreendidos. Ali perto, em um quartinho usado por uma organização não-governamental alemã, que mantém um programa social na favela, os PMs acharam 40 mil pinos usados para a venda de cocaína. Os PMs ainda apreenderam três carros blindados estacionados perto da favela que pertenceriam aos presos.O caso foi levado pelos policiais ao 102º Distrito Policial (Socorro), que devia fazer o auto de prisão em flagrante sob as acusações de tráfico de drogas, porte ilegal de armas, formação de quadrilha e resistência. Jiló, acusado de chefiar o bando, estava em liberdade desde 2005, quando fugiu da Penitenciária de Pacaembu. Ele é acusado de roubos e homicídios. Seu braço direito seria Carlos Henrique da Silva, o Grandão, preso ontem.Essa foi a segunda grande operação feita pela Rota contra integrantes do PCC neste ano. Em abril, 18 acusados de participação na facção foram surpreendidos durante uma reunião na escola de samba Barroca Zona Sul.

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