Rotas paralelas à Marginal evitam surpresas nos próximos 15 meses

Com obras de ampliação da Tietê, mapeamento sugere alternativas para engarrafamentos ou percursos curtos

Felipe Oda e Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

14 Julho 2009 | 00h00

Até outubro de 2010, quando a ampliação da Marginal do Tietê - ao custo de R$ 1,3 bilhão - deverá ser concluída, o tráfego nas pistas expressa e local estará sujeito a interdições e a incidentes como o vazamento de uma tubulação de gás - duas vezes nas últimas semanas. Com isso, ficará cada vez mais difícil completar o trajeto de 24,5 km em 25 minutos, o que só ocorre hoje fora do horário do rush, sem acidentes e com trânsito bom. Com as obras, a via ganhará uma nova pista em toda a extensão, nos dois sentidos, além de quatro pontes e três viadutos - que deverão melhorar o fluxo. Também serão entregues três alças de acesso: uma na saída da Avenida Santos Dumont, outra no fim da Via Dutra e uma terceira, no acesso à Salim Farah Maluf. Veja a versão interativa do mapa e fuja do trânsito Nos próximos 15 meses, escapar da Marginal pode ser o ideal. Para isso, a reportagem preparou um mapa com rotas de fuga principais e com caminhos nem tão conhecidos. As alternativas foram percorridas e testadas por motoristas profissionais. As opções são mais longas e com o incômodo de ter de parar nos semáforos. Por isso, vale adiantar que escapar da Marginal só é vantagem quando a via está totalmente parada ou quando o trecho a se percorrer é curto. No sentido Ayrton Senna, cruzando Lapa, Barra Funda e centro, passando por Pari e Belém até chegar à Penha, um dos percursos possíveis tem 31,7 km e 93 semáforos. No início da tarde de quinta-feira, esse trajeto foi feito em 1 hora e 10 minutos. O trecho mais complicado é o que fica entre as Pontes Atílio Fontana e Piqueri, com 5,6 km. Além de percorrer uma distância maior, o motorista precisa estar mais atento ao trajeto. Já o trecho da Praça Melvin Jones, por baixo do Viaduto da Lapa, que dá acesso a Avenida Ermano Marchetti é pouco sinalizado e o retorno mais perto fica a 1,5 km. O trajeto completo por rotas alternativas entre as Pontes Tiquatira e dos Remédios (sentido Castelo Branco), por dentro dos bairros da zona norte, tem 38,5 km e 62 semáforos. Numa quinta-feira, por volta do meio-dia, a reportagem fez esse percurso em 1 hora e 50 minutos. No sentido Castelo, o trecho mais difícil é o que vai da Ponte do Piqueri até a Atílio Fontana. Nessa parte, chega-se a ficar até três km distante da Marginal, porque a linha do trem obriga o motorista a se afastar para chegar ao viaduto da Estação Pirituba e ali atravessar a Rodovia dos Bandeirantes. CET Logo que as obras para a construção da terceira pista da Marginal tiveram início, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) colocou 18 faixas ao longo da via, orientando os motoristas a optarem por rotas alternativas, mas não divulgou os trajetos. A reportagem pediu que a companhia identificasse os melhores caminhos, mas a Assessoria de Imprensa não passou a informação. A CET afirmou que, ao tomar conhecimento das alternativas, os motoristas congestionariam também essas ruas. Pela Tietê passa, em média, 1,2 milhão de veículos por dia. A via concentra 25% da lentidão medida diariamente na capital. A Secretaria Estadual de Transportes estima que isso represente 1,7 milhão de horas e 1,5 milhão de litros de combustível desperdiçados por ano. DICAS O repórter da Rádio Eldorado Geraldo Nunes sobrevoa diariamente a cidade para informar as condições do trânsito no rádio. Assim, aprendeu a entender o comportamento e os horários dos congestionamentos paulistanos, especialmente na Marginal do Tietê, onde os helicópteros passam mais tempo. A seguir, as dicas de quem tem uma visão privilegiada da via mais movimentada de São Paulo: Enfrente a Marginal: É preciso diferenciar tráfego lento de trânsito congestionado. O primeiro é aquele do "para e anda", em que o motorista engata no máximo a segunda marcha. O outro ocorre geralmente nos horários de pico, quando dá até para desligar o motor do carro. Se a Marginal estiver com trânsito lento, a sugestão é enfrentá-la, porque a ausência de semáforos facilita a circulação. É possível perceber a situação dela de cima das pontes ou se informando pelas rádios Semáforos na pista: Há apenas três semáforos em toda a extensão da Marginal do Tietê. Na direção da Rodovia Ayrton Senna há um semáforo para a travessia de moradores, perto da Avenida do Estado, e outro na frente do Corinthians. No sentido Castelo Branco, o semáforo fica numa saída da via local, após a Ponte do Piqueri. Os sinais costumam reter o tráfego, mas na Marginal eles quase não são notados Prefira a pista local: Se o trânsito parar de vez, é possível escapar por alguma travessa ou bifurcação. Na expressa, apesar de se obter mais velocidade quando o trânsito está bom, pode-se ficar confinado, se algo acontecer mais à frente Escolha Dutra e Ayrton Senna: O congestionamento da manhã na Marginal do Tietê começa no sentido Castelo Branco, por causa do tráfego proveniente da zona leste. O trânsito na Avenida Salim Farah Maluf prejudica a Marginal da Ponte do Tatuapé até a do Aricanduva. Quem vem de Guarulhos pode evitar transtornos optando pela Via Dutra. Além de ser mais larga, ela permite que o motorista corte caminho pela Vila Maria, se tudo parar de vez. No sentido contrário, prefira a Ayrton Senna Melhor trecho: Em qualquer horário, o melhor trecho da Marginal do Tietê, no sentido da Rodovia Castelo Branco, é o que vai da Ponte da Vila Guilherme até a Julio de Mesquita Neto. Entre a Freguesia do Ó e a Atílio Fontana, o tráfego tem ficado complicado, por causa das obras de construção da terceira pista. A partir daí, é a via local que fica complicada, pois só há saída para quem segue na direção de Perus ou pelas Rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera. A dica é pegar a pista expressa após a Ponte do Limão e seguir por ela (rezando para não aconteça nenhum acidente) A expressa como solução: Entre as Pontes Atílio Fontana e a dos Remédios, a pista local da Marginal, sentido Castelo, costuma apresentar trânsito ruim. Mas nesse trecho a expressa é ainda pior, por causa do excesso de veículos vindos da Via Anhanguera e do acesso dos caminhões ao Centro de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp). A opção é continuar na expressa até o Cebolão Quando mudar de pista: Quem sai da Rodovia Castelo Branco ou da Marginal do Pinheiros, sentido Ayrton Senna, deve preferir de início a pista expressa, porque a via local costuma apresentar reflexos dos vários acessos que existem por ali. A expressa começa a parar nas proximidades da Rodovia dos Bandeirantes e essa é a hora de mudar para a local Antes das 17 horas: A via local sentido Ayrton Senna costuma ser melhor do que a expressa entre as Pontes da Freguesia do Ó e da Casa Verde. Nesse trajeto, o motorista geralmente não passa da segunda marcha até altura do Playcenter, mas prefira isso porque depois desse ponto deve melhorar A local como solução: A local, na direção da Ayrton Senna, melhora por completo após a Ponte da Vila Guilherme - com menos acessos e mais saída -, em qualquer horário

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.