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Roubo de carga aumentou 16%

Dado é de julho a março deste ano

Renato Machado, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

29 de junho de 2009 | 00h00

As viagens para São Paulo significaram para os caminhoneiros pelo menos um dia a mais longe de casa. Como não podem circular entre 5h e 21h no centro expandido, precisam entrar nessa área de madrugada para poder descarregar pela manhã. No restante do dia, os caminhões ficam parados esperando o fim da restrição.Mas a pior parte é o risco de assalto à noite. Dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga mostram que aumentaram em 16% os roubos de carga após as restrições. Antes de 30 de junho de 2008, a média mensal era de 516. Entre julho e março deste ano - registro mais recente -, passou-se para 600. O caminhoneiro Fausto Campos, de Itumbiara (GO), viveu na pele o drama de ficar sob a mira das armas. Em setembro, ele descarregava de madrugada em um supermercado quando quatro bandidos o atacaram. Levaram todo o dinheiro e o tacógrafo do caminhão. Só não levaram a carga porque a polícia foi chamada. "Se levassem, o seguro cobriria. Só que hoje o caminhoneiro é vítima e suspeito ao mesmo tempo, então eu não conseguiria pegar nenhuma carga por um bom tempo." Para evitar prejuízos maiores, Campos entrou para uma associação de motoristas, que dividem os valores roubados. Mas, para isso, precisou pagar R$ 1,2 mil para ser aceito, R$ 1,2 mil para obter um rastreador e arca mensalmente com R$ 120 da taxa de associado e mais R$ 90 da taxa de localizador. "Mas não tem nada que cubra a minha vida."

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