Roubo de cargas cai no Estado de São Paulo

O reforço na segurança adotado pelas transportadoras e o trabalho mais eficiente da polícia permitiram que, no ano passado, os roubos de carga caíssem 7,65% no Estado. Na capital, a redução foi maior: 15,18%.O crime organizado diminuiu seus ataques nas estradas e nas cidades. Os bandidos praticaram no ano passado 2.450 assaltos e roubaram R$ 205,9 milhões em eletroeletrônicos, medicamentos, carga mista, alimentos, cigarros, autopeças e pneus, produtos químicos, defensivos agrícola e outros produtos.Os números foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região, com base num levantamento feito com dados das transportadoras, companhias de seguro e polícia.Segundo o coronel Paulo Roberto Souza, da assessoria de segurança do sindicato, as empresas de transporte gastaram 15% de seus custos com sistemas de rastreamento dos veículos e outros meios que permitam a localização do caminhão em caso de roubo.Ele afirmou que houve uma melhora no trabalho da polícia no combate aos ladrões de carga, principalmente na capital. "A presença da polícia na rua inibe o bandido. Não tínhamos uma queda como essa havia mais de dez anos. Para se ter uma idéia de como os ladrões agiam, de 2000 para 2001 o aumento no roubo, na capital, foi de 18%."De janeiro a dezembro do ano passado, a média dos roubos, por mês, foi de 204 casos. Em 2001, a média foi de 221 casos, com um total de 2. 653 assaltos no ano. Na capital, a queda dos roubos foi maior. Em 2001, foram registrados 1.034 assaltos. Em 2002, 877 - redução de 15,18%.Em valores, o roubo de cargas deu às empresas de transportes, durante 2002, prejuízo médio de R$ 17,1 milhões por mês. Em 2001, o prejuízo mensal foi de R$ 17, 9 milhões. A comparação das perdas das empresas, entre 2001 e 2002, mostra que os prejuízos diminuíram 4,39%, cerca de R$ 9,4 milhões.O horário preferido pelos ladrões para atacar os caminhões foi das 10 horas ao meio-dia, em 14,9% dos assaltos, e de 6 às 8 horas, em 14,65% dos casos. O combate aos assaltantes de cargas na capital é realizado, em sua maior parte, pelo Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), que tem uma delegacia especializada.No ano passado, foram identificadas pelo Deic mais de 30 quadrilhas. Além do grupo que rouba a carga, há criminosos que compram os produtos e revendem para mercados, bares, e grandes redes de lojas da capital, Grande São Paulo e do interior.

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