Saab e Dassault propõem parceria em S. Bernardo

A empresa Saab, da Suécia, e o consórcio Rafale International, da França, ambos participantes da fase final do processo F-X2, para escolha do caça de tecnologia avançada da Força Aérea Brasileira (FAB), estão apresentando amplas propostas de cooperação com o setor aeroespacial, por meio da prefeitura de São Bernardo do Campo. Serão comprados 36 aviões. O valor não está definido. Há um terceiro concorrente, a americana Boeing, com o modelo F-18 E/F.

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2010 | 00h00

Ontem, em reunião com o prefeito Luiz Marinho, o vice presidente da Dassault Aviation, Eric Trappier, formalizou a disposição do grupo, fabricante dos caças Rafale, em estabelecer "larga parceria com empresas locais e de acelerar a transferência de conhecimento para a rede de escolas superiores".

Trappier destacou "a parte concreta da cooperação, na forma das cartas de intenção assinadas com 38 empresas brasileiras, envolvendo 67 projetos e representando 160% do valor do contrato dos caças".De acordo com Eric Trappier, a Dassault/Rafale pode cumprir a cláusula de transferência de conhecimento sensível, "porque domina de maneira autônoma todo a tecnologia implicada na escolha F-X2".

A Saab apresenta hoje seu plano. Diretores da matriz sueca e o diretor da corporação no Brasil, Bengt Jáner, vão apresentar ao prefeito Marinho o projeto de um sofisticado Centro de Pesquisa Aeronáutica a ser instalado em São Bernardo, independentemente do resultado da escolha do novo caça da FAB. O investimento inicial no projeto é avaliado em US$ 50 milhões. Há dois outros centros em atividade, um na Suécia e outro da Índia.

O grupo já mantém dois acordos operacionais com companhias nacionais. A Akaer, de São José dos Campos, fará as fuselagens central e traseira, mais a asa do caça Gripen NG, com o qual a Saab disputa a encomenda de 36 aeronaves. A Inbra, de São Paulo, cuida da produção de materiais compostos.

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