Sabesp afasta risco de racionamento de água

As chuvas que atingiram a região metropolitana nos últimos dias aumentaram os níveis de quatro dos seis reservatórios da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que abastecem São Paulo e municípios vizinhos: Rio Grande, Rio Claro, Alto Tietê e Guarapiranga. Com isso, a Sabesp afasta o risco imediato de racionamento de água.O crescimento do volume de água desses reservatórios está ligado à quantidade de chuva registrada em novembro e dezembro, que foi superior à média histórica. Segundo o meteorologista Édson Borges, do 7º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em novembro choveu 213,6 milímetros, quando o índice histórico para esse mês é de 133,9 milímetros.Para dezembro, a previsão é de que o volume de precipitação também ultrapasse a média de 198,2 milímetros. O reservatório que teve o maior aumento foi o de Rio Grande, que abastece 1,2 milhão de moradores de Diadema e parte de Santo André.Seu volume cresceu 17,6 pontos porcentuais, passando de 79,9% de sua capacidade total para 97,5%. Em seguida, vem o de Rio Claro, responsável pelo abastecimento de 1 milhão de habitantes de Sapopemba, na zona leste, e parte dos municípios de Ribeirão Pires, Mauá e Santo André, cujo nível subiu de 41% para 55,3% ou mais de 14 pontos porcentuais.A terceira maior alta foi registrada no Alto Tietê, que aumentou de 34,6% de sua capacidade para 46,4%, ou 11,8 pontos. Essa represa fornece água para 2,1 milhões de habitantes da zona leste da capital e municípios vizinhos. Depois vem a Represa de Guarapiranga, que abastece 3,8 milhões de pessoas da zona sul de São Paulo. Seu volume passou de 31,3% para 39,6%, um crescimento de 8,3 pontos porcentuais.Os dois reservatório que tiveram seu volume de água diminuído foram o da Cantareira, o maior de todos, responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas da zona norte e de outras cidades, e o de Cotia, o menor, que fornece água para 380 mil pessoas na cidade e em outros municípios da região.No primeiro, o volume de água caiu de 28,3% de sua capacidade para 27,6%. No segundo, a queda foi de 4,1 pontos porcentuais - de 45,4% para 41,3% de sua capacidade.

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