Sabesp contesta criação de CPI e reafirma transparência

A Sabesp divulgou nota repudiando a aprovação pela Câmara Municipal de São Paulo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação da empresa. A CPI será presidida pelo Francisco Chagas (PT) e investigará os vazamentos e os buracos abertos pela empresa. "Além de não ter um fundamento concreto, seja jurídico ou de fato, ou um objeto real de contestação, as alegações que motivaram a abertura da CPI são completamente descabidas e demonstram um profundo e infeliz desconhecimento do trabalho realizado pela Sabesp", afirma a empresa por meio da nota. A companhia destaca que preza a transparência e a responsabilidade de seus atos. "As alegações que colocam em dúvida a qualidade do serviço prestado são um desrespeito aos empregados que se orgulham de trabalhar nesta empresa e à sociedade que confia e aprova os serviços prestados pela Sabesp."A companhia ainda ressaltou que cumpre várias exigências do mercado em relação à transparência, como a independência da maioria dos membros do conselho de administração; a constituição do comitê de auditoria, igualmente com membros que não tenham nenhum tipo de relacionamento material com a empresa; a adoção e divulgação do código de conduta ética empresarial por todos os empregados; a elaboração das demonstrações financeiras de acordo com os padrões internacionais de contabilidade que privilegiam a clareza e objetividade das informações; e a realização periódica de audiências públicas a fim de obter maior aproximação com os investidores e esclarecer possíveis dúvidas. "As alegações que colocam a falta de participação da Prefeitura Municipal no processo de decisões da Sabesp é, mais do que uma acusação, uma comprovação de que nunca houve por parte desta instância o menor interesse na questão do saneamento", afirma o comunicado. A companhia diz não acreditar que a proposta de CPI prospere e que seja efetivamente instaurada. Entretanto, caso isso ocorra, a Sabesp diz estar a disposição para prestar todas as informações necessárias, que já são de conhecimento público.

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