Sabesp deve recorrer contra lei municipal, diz Alckmin

A Sabesp recorrerá à Justiça para barrar o projeto de lei aprovado em primeira votação pela a Câmara Municipal de São Paulo que obriga a empresa a assinar um contrato de concessão com a Prefeitura para operar o serviço de água e saneamento da capital paulista. A informação foi dada hoje pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), após participar da cerimônia de abertura da exibição das Relíquias de Buda Shakyamuni, no Sesc Pompéia, em São Paulo. Ele ressaltou que a empresa está analisando todos recursos jurídicos possíveis contra a medida. De acordo com o projeto da prefeita Marta Suplicy (PT), que ainda terá de ser aprovado em segunda votação na Câmara Municipal, a Sabesp terá de pagar pelo direito de operar o sistema de água da cidade. Com isso, a prefeitura acabaria participando das discussões sobre as tarifas aplicadas assim como os investimentos. O governador ressaltou que historicamente a operação do sistema de água e esgoto nunca foi feita pelo município porque tanto o abastecimento como o tratamento de água dependem de unidades operacionais localizadas em outros municípios. A água que serve São Paulo vem de cidades como Piracicaba, Atibaia, Mogi das Cruzes e até de bacias de Minas Gerais, argumentou, acrescentando que as estações de tratamento de esgoto estão também localizadas em cidades vizinhas, como São Caetano e Barueri. "É uma questão metropolitana. Sempre foi o Estado que operou o sistema", insistiu. Além disso, Alckimin ponderou que a Sabesp está desenvolvendo importantes projetos que atenderão diretamente aos moradores da Capital como a fase 2 do projeto de despoluição do Rio Tietê, que prevê a ampliação do sistema de coleta de esgoto para mais 400 mil residências, consumindo investimentos da ordem de 1 bilhão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.