Sabesp já tem pronto plano para racionamento

Já está pronto o plano para o racionamento de água na Grande São Paulo, a partir de novembro, caso não chova o suficiente até o fim deste mês. Falta apenas definir alguns detalhes, como os dias e os horários em que os bairros enfrentarão o sistema de rodízio. A restrição deverá atingir 12 milhões de pessoas atendidas pelos Sistemas Cantareira, Alto Cotia e Alto Tietê. "Temos projetos prontos para enfrentar situações de emergência. Faltam apenas alguns ajustes", disse o engenheiro Amauri Pollachi, gerente de Controle de Abastecimento da Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp). Segundo ele, para que o racionamento seja descartado é necessário que chova cerca de 130 milímetros nos mananciais. Um milímetro de chuva corresponde a um litro de água por metro quadrado. Se isso não acontecer, as primeiras regiões a serem atingidas pelo rodízio são as abastecidas pelo Sistema Cantareira, que atende bairros localizados nas Zonas Norte, Oeste - desde a Lapa e Jaguaré até a Vila Madalena e Pinheiros - e no Centro. Também seriam afetadas parte da Zona Leste, até Cangaíba e Ermelino Matarazzo, e parte da Zona Sul, até o Jabaquara, além dos municípios de Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Osasco, Carapicuíba e parte de Barueri. O reservatório, que vinha perdendo de 0,2% a 0,3% por dia na sua capacidade, na sexta-feira teve perda de mais de 0,4%. Se as perdas prosseguirem nesta proporção, a reserva do manancial chegará a 5% em menos de duas semanas. O uso racional da água para combater a escassez é defendido pelo engenheiro Paulo Ferraz Nogueira, especialista no reuso da água. De acordo com ele, 27% da água consumida numa residência é usada para cozinhar e beber, 25% para higiene pessoal, 12% para a lavagem de roupa, 33% na descarga de banheiro e 3% na lavagem do carro. "Se fosse feito o reuso da "água cinzenta", resultante de lavagens e banhos, para a descarga nos sanitários, seria possível economizar um terço da água consumida numa casa", diz.

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