Sai na 6ª decisão sobre passarela

Ecovias avalia se será necessário reconstruir parte ou toda a passagem

Humberto Maia Junior, O Estadao de S.Paulo

16 de julho de 2008 | 00h00

Na sexta-feira, a Ecovias, concessionária responsável pela Rodovia dos Imigrantes, deve anunciar quando começam as obras de reconstrução da passarela no km 12,5, destruída anteontem por um caminhão que andava com a caçamba levantada. O departamento jurídico da empresa estuda se cobrará os danos do motorista, Juarez Dias de Carvalho, de 44 anos. No acidente, morreu o japonês Soichiro Furuyabu, de 30 anos, passageiro do carro dirigido por Daniel Caçador, de 36. O veículo em que estavam bateu na passarela logo após ela tombar na rodovia, no sentido norte (litoral-São Paulo). Carvalho foi indiciado por homicídio culposo, lesão corporal e danos. Segundo a Ecovias, o departamento de engenharia analisa se o trecho da passarela que não foi abalado precisará ser reconstruído. Caso não seja necessário, a reforma se restringirá ao trecho de 25 metros que desabou. Na sexta, também serão divulgados prazos e custos da obra, realizada por licitação.Enquanto a passarela não fica pronta, os moradores da região atravessam a Imigrantes pela Rua Xavier Pais, que passa por baixo da rodovia. A ajudante-geral Eliane Silva, de 28 anos, diz que antes demorava menos de dez minutos para atravessar. Agora, são 20 minutos. Ela também reclama da insegurança. Daniel Caçador continua no Hospital São Luiz, na zona leste, sem previsão de alta. Ele passou por cirurgias nos pés e no abdome. Seu estado é estável.O cônsul-geral adjunto do Japão em São Paulo, Maru Hachi, informou que os familiares de Furuyabu devem vir ao Brasil. Só quando chegarem será decidido o que será feito com o corpo. Furuyabu vivia havia dois anos em São Paulo e era diretor da área de logística da empresa de ferramentas elétricas Makita, cuja matriz fica em São Bernardo do Campo. Na manhã de anteontem, ele iria visitar clientes na capital e passaria em uma das filiais da empresa, no Brás.

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