Salgueiro, vermelha, abre o desfile na Sapucaí

A escola de samba Acadêmicos do Salgueiro venceu o desafio de abrir o desfile do Grupo Especial, trazendo muito luxo e animação no enredo "Microcosmos: o que os olhos não vêem, o coração não sente", de Renato Lage. Trouxe também o charme de mulheres bonitas como as atrizes Carol Castro, sua madrinha de bateria, e Luana Piovani, que saiu na frente do terceiro carro, o do corpo humano. A escola levou 4.000 pessoas para a pista, em 27 alas em que predominaram tons variados de vermelho (do roxo ao laranja) e todos os componentes cantando o samba animado que falava da chegada do carnaval com a Academia do Samba. Já na arquibancada 1, começou a ovação, especialmente para a bateria, que reproduziu ritmos funk em alguns momentos e para a comissão de frente, de Marcelo Misailidis, que teceu teias de aranhas. Mas o mais empolgante foi o samba enredo, cantado pela escola em peso e também pelas arquibancadas. "Foi coincidência, porque, quando fizemos a música, não sabíamos que a escola ia abrir o carnaval", disse um dos compositores, Walter Honorato. "O Salgueiro vai ganhar o car naval no primeiro minuto porque estamos aqui para isso. Vai ter que quebrar muito para ganhar do Salgueiro", disse Quinho, o intérprete do samba. Os carros alegóricos eram uma atração à parte, a partir do abre-alas, com um olho humano que via as maravilhas que seriam descritas logo em seguida. Fizeram sucesso o da fecundação (terceiro) e o dos insetos, com gafanhotos que se moviam e acrobatas que voavam. O último carro, com os mortos vivos, foi o mais aplaudido, mas emperrou logo no início da pista e trouxe um enorme buraco na escola. Ainda bem que corrigido logo e a escola pôde compensar. Resta saber se os jurados de harmonia vão relevar. O problema atrasou a escola que quase perde na cronometragem. Fez os 80 minutos cravados e saiu aplaudida da avenida.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.