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Salsicha tem sal de mais e qualidade de menos

As salsichas frescas vendidas a granel ou embaladas pela indústria apresentam quantidade elevada de sal e recebem adição de fosfato. Os balcões refrigerados em que ficam expostas apresentam temperaturas acima do recomendado e a rotulagem dos produtos a granel tem falhas. Estes são os principais resultados dos testes realizados pelo instituto Pro Teste, entidade sem fins lucrativos voltada à defesa do consumidor. A instituição analisou dez tipos de salsichas (oito mistas tipo "hot dog" e duas de frango) de quatro marcas diferentes, em seis redes de supermercados da capital paulista. Foram avaliadas a rotulagem, a composição dos alimentos, os aditivos, a presença de coliformes fecais ou salmonela e o sabor. Embora o limite ideal de temperatura seja de 4ºC (acima disso pode propiciar o desenvolvimento de bactérias patogênicas) todos os produtos avaliados pelo Pro Teste se encontravam, no momento da compra, acima dos 4º C nos supermercados. Os rótulos das salsichas vendidas a granel, por sua vez, não apresentavam todas as informações necessárias ou eram pouco claros. Apenas um, por exemplo, informava que, após aberto, o produto deve ser mantido sob refrigeração e consumido em no máximo cinco dias. A quantidade de gordura foi considerada aceitável. Entretanto, encontrou-se muito tecido cartilaginoso nos alimentos, comprometendo a qualidade da proteína. Quanto ao porcentual da água, que precisa estar na medida certa para garantir a viscosidade sem elevar o peso do produto, estava em valores razoáveis. A higiene das salsichas também ficou dentro dos parâmetros normais. Com relação ao sal, ingrediente que ajuda na conservação do produto, as quantidades estavam elevadas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) orienta que o consumo humano diário seja limitado a 6 gramas e as salsichas analisadas apresentavam em média 2,7% de sal. Todas as marcas, por isso, receberam o pior conceito neste quesito. Os percentuais de fosfato também ficaram acima do limite. Embora permitido por lei, o uso desse aditivo é dispensável e enganoso na avaliação da Pro Teste, pois retém água de forma artificial, sem benefício ao consumidor. Todas as salsichas analisadas apresentavam fosfatos. A pesquisa está publicada na revista da Pro Teste e está disponível também na Internet, no site www.proteste.org.br.

Agencia Estado,

17 de julho de 2004 | 04h04

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