Salvador decreta situação de emergência por causa das chuvas

Um bebê morreu soterrado no domingo, após uma pedra desabar sobre a casa em que ele estava com a família

Fabiana Marchezi, Central de Notícias

22 de abril de 2009 | 15h54

O prefeito de Salvador (BA) João Henrique decretou situação de emergência, nesta quarta-feira, 22, em decorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias, causando a morte de uma criança e colocando sob ameaça cerca de 800 mil pessoas, que vivem em mais de 400 áreas de risco.

 

De acordo com a prefeitura, o decreto será publicado na edição de quinta-feira do Diário Oficial do município e o prefeito solicitou ao governador em exercício Edmundo Pereira, audiência para pleitear o reconhecimento pelo Estado da situação de emergência em Salvador. "Temos uma situação de gravidade, já com uma vítima e a nossa decisão é sempre a de tomar atitudes imediatas, cumprindo com a nossa responsabilidade para resguardar a segurança da cidade e da nossa população", justificou o prefeito.

 

O reconhecimento da situação de emergência permite à prefeitura maior facilidade para a alocação de recursos orçamentários que serão destinados ao combate dos efeitos da chuva, além da contratação em caráter excepcional, sem licitação, de pessoal, máquinas e o custeio de demais despesas necessárias às ações emergenciais.

 

Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmam que o índice pluviométrico nesses 22 dias já é o maior dos últimos 25 anos para o mês de abril, em Salvador. A média histórica para o mês, de 326 milímetros, até as 12 horas desta quarta havia sido superada em 100 milímetros, sendo que de domingo até as 12 de quarta-feira, o volume de chuva superou os 300 milímetros, cerca de 90% do previsto para todo o mês, em apenas cinco dias.

 

Além das áreas de risco, a preocupação é com os casarões do bairro do Comércio e do Centro Histórico, ameaçados de desabamento. A Procuradoria Geral do Município foi orientada a enviar correspondência ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), solicitando providências em relação á proteção desses imóveis, já que vários deles são tombados e todos localizados em áreas de interesse histórico.

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