Salvador terá menos comícios

SALVADOR

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2010 | 00h00

Se há alguns anos já se podia perceber a diminuição de adesivos e bandeirinhas circulando nas ruas da capital baiana, nesta eleição mesmo eventos tradicionais, como comícios, estão sendo deixados de lado. "Só fizemos três, até agora, e vamos promover, no máximo, mais dois", diz o coordenador da comunicação da campanha do governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, Ernesto Marques.

O crescimento da propaganda eleitoral nas mídias eletrônicas e a profissionalização das equipes de campanha estão "matando" as mobilizações de rua. "Hoje não existe mais mobilização de rua, mas os jovens começaram a usar a internet, as redes sociais, para manifestar suas opiniões", diz Marques.

O ex-secretário de Comunicação da Bahia, João Paulo Costa, da campanha de Paulo Souto (DEM), concorda que a internet "substitui um pouco o corpo-a-corpo", mas acredita que o meio "dilui as informações". "Com o excesso de informação, fica difícil separar o que é real", pondera.

O fenômeno, de acordo com ele, reforça uma tendência de "perda da paixão política", que incentivava a população em outras eleições. "O marketing passou a coordenar as mobilizações", avalia. "A espontaneidade acabou." /

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