Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Samarco estuda mais 3 diques para contenção de rejeitos

Estruturas serviriam para reter a lama depositada no Rio Gualaxo do Norte e para impedir que os rejeitos chegassem até a Bacia do Rio Doce

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

21 Outubro 2016 | 04h00

A Samarco estuda a construção de mais três diques para contenção de rejeitos de minério de ferro ao longo do Rio Gualaxo do Norte, curso d’água que a lama da barragem de Fundão percorreu após se romper, em novembro do ano passado. As estruturas serviriam para reter a lama depositada no rio e para impedir que os rejeitos chegassem até a Bacia do Rio Doce.

A empresa ainda não protocolou a documentação para obter a licença ambiental das obras, que ficariam entre as cidades de Mariana e Barra Longa, por onde o Gualaxo do Norte corre antes de chegar ao Rio Doce.

 

 

A construção de diques, com o consequente alagamento de áreas secas, está no centro das discussões entre a companhia e os atingidos pelo acidente. Escorada por um decreto do governador Fernando Pimentel (PT), que autorizou a obra em caráter emergencial, a empresa já está construindo uma estrutura aos pés do que restou de Bento Rodrigues, primeiro local a ser destruído pela lama.

O dique, chamado S4, servirá para conter a lama entre outro dique, S3, já construído, e o Rio Gualaxo. Os moradores de Bento Rodrigues, que ainda vão semanalmente a seus antigos terrenos, temem que os locais sejam alagados definitivamente quando o S4 terminar de ser erguido. 

“O dique teve como premissa uma altura máxima que impedisse o alagamento de Bento”, rebate o coordenador das obras de contenção da Samarco, Eduardo Moreira. 

Ao todo, a empresa executa 12 obras na área das três barragens de Mariana - Germano, Fundão e Santarém - para garantir que as estruturas não voltem a se mover. A promessa é que terminem até dezembro. Só em Fundão, a barragem que rompeu, há quatro diques de contenção.

Os diques ao longo do Rio Gualaxo serviriam para segurar a lama que eventualmente saísse pelo dique S4, que formará uma represa com 1 milhão de metros cúbicos de rejeitos.

Aval. Para retomar as operações, a Samarco pretende construir uma nova barragem, também em Mariana, mas distante da estrutura que rompeu. O projeto ainda depende de autorização do poder público.

 

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