Sambódromo e favelas terão policiamento reforçado no carnaval

O Sambódromo do Rio terá esquema de policiamento reforçado neste carnaval. O número de PMs de plantão nos dias de desfile das escolas de samba será 14% maior do que o empregado em 2006, conforme a corporação divulgou nesta quinta-feira. Cento e cinqüenta policiais trabalharão na Passarela do Samba a cada dia. As favelas que ficam perto dali, além de outras consideradas perigosas, serão ocupadas. A área do 9º batalhão, onde, há oito dias, foi assassinado o menino João Hélio Fernades, também receberá mais policiais. Está prevista a ocupação da Rocinha, do Vidigal e do Dona Marta, na zona sul, e de Vigário Geral e Parada de Lucas, na zona norte. No complexo do Alemão, também na zona norte, onde confrontos violentos deixaram seis mortos esta semana, não há operação agendada, por enquanto. As vias expressas - Linha Vermelha, Linha Amarela e Avenida Brasil -, a orla (do Flamengo ao Recreio dos Bandeirantes) e os pontos turísticos também receberão reforço. No Sambódromo, o esquema funcionará da sexta-feira, quando começam os desfiles dos grupos de base, até a terça-feira, quando termina a passagem das grandes escolas. Duas unidades do Batalhão de Choque ficarão na concentração e na área de dispersão, para conter tumultos. Policiais a cavalo e guias de cães farejadores ficarão posicionados nas proximidades - o perímetro de atuação foi aumentado para que o público tenha mais segurança. Em todo o território fluminense, serão 30 mil PMs trabalhando, número 18% maior do o de 2006, segundo informou a PM. Na capital, a região de maior concentração de policiais será, naturalmente, o centro, onde fica a Marquês de Sapucaí. O efetivo será de 5.916 Pms. No resto da cidade, os pontos de realização de bailes populares terão atenção especial, assim como os estádios onde serão disputados jogos de futebol (há partidas marcadas para este sábado e para a quarta-feira de cinzas). O 9º batalhão receberá 775 PMs para incremento do policiamento - que irá continuar após o carnaval, garantiu o chefe do Estado Maior da PM, coronel Samuel Dionízio. Na noite em que o menino João Hélio foi arrastado por sete quilômetros por bandidos que roubaram o carro de sua mãe (ele ficou preso ao cinto de segurança do banco de trás), não foi avistado um policial sequer. Agora, além do reforço, a unidade, que dá conta de 25 bairros, onde se localizam 94 favelas, receberá sete carros novos para serem usados no patrulhamento das ruas. A Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal também irão aumentar seus efetivos durante o carnaval. No Rio há um mês, a Força Nacional de Segurança ficará de prontidão, de acordo com a Secretaria de Segurança, mas não deverá atuar, a princípio.

Agencia Estado,

15 Fevereiro 2007 | 19h00

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