Sangue que 'jorrava' de casa era da dona, conclui laudo

Segundo o delegado Marco Lopes, o sangue era conseqüência de uma hemorragia provocada por varizes

Tatiana Fávaro, da Agência Estado,

02 de julho de 2008 | 18h35

A Polícia Civil de Jundiaí (a 60 quilômetros de São Paulo) concluiu as investigações sobre manchas de sangue humano que teriam, segundo casal de moradores do Jardim Bizarro, saído do piso da residência nos dias 15 e 16 de junho. Segundo informou o delegado Marco Antonio Ferreira Lopes, o sangue era da dona da casa, conseqüência de uma hemorragia provocada por varizes.   O delegado comparou laudos de tipologia sanguínea dos donos da residência e de sua filha, e resultado de exame solicitado ao Instituto de Criminalística de São Paulo a partir de amostra de sangue seco recolhida na casa no primeiro dos dois dias em que o casal observou o "fenômeno". "O caso já estava encerrado para mim há tempo. Quando visitei a casa, na semana em que o fato foi amplamente divulgado, já havia concluído que o sangue era da dona. Isso se confirmou com um exame de corpo de delito que pedi depois da visita", disse o delegado.   "A mulher não tentou enganar ninguém. A polícia foi acionada por orientação de um padre, amigo do casal, que foi chamado quando eles viram o sangue no chão da casa. O sangue se espalhou porque a mulher saiu de toalha do banho e havia respingos no banheiro, corredor e cozinha."   De acordo com Boletim de Ocorrência registrado pelos moradores - um aposentado de 71 anos e sua mulher, de 65 anos, que não quiseram dar entrevista - o sangue "apareceu" pela primeira vez no domingo, 15 de junho, quando a proprietária da casa saiu do banho.   Após ver marcas do sangue na parede e em um frasco de produto de limpeza, o aposentado afirmou que o sangue jorrava a até dez centímetros de altura do piso. Mas dois dias depois do registro do Boletim de Ocorrência, o perito Wilson Antonio Pereira informou que o material coletado pela perícia indicava amostra de respingo de cima para baixo, e não de baixo para cima, o que contrariava qualquer possibilidade de o sangue jorrar do piso até determinada altura.   O delegado chegou a arquivar o caso três dias após o registro do Boletim de Ocorrência, por "falta de interesse policial". "Embora soubesse que não havia nenhum crime e não lidasse com paranormalidade, a proporção que a divulgação tomou me fez reabrir o caso, ouvir os moradores, pedir os exames, e chegar à mesma conclusão."

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