Santa Catarina em alerta para "furacão"

Santa Catarina está em alerta, à espera de um "furacão do tipo 1", que deve atingir o continente na tarde deste sábado. Denominado "Catarina" pelo Centro Integrado de Meteorologia e Recursos Hídricos do Estado (Climerh), o fenômeno seria o primeiro do gênero no Atlântico Sul - só é comum no Hemisfério Norte.Por ser considerado um evento inédito, os meteorologistas acham que seus efeitos são imprevisíveis. "Ele tanto pode chegar trazendo chuvas, fortes ventos e ressaca no mar, como se dissipar no oceano", informa o meteorologista Clovis Correa.AlertaTão logo soube da existência do fenômeno, que se formou a 440 quilômetros da costa catarinense, o governador Luiz Henrique da Silveira reuniu os órgãos ligados à segurança pública e os colocou em alerta desde a noite de sexta-feira. "É um evento totalmente imprevisível, então temos que nos preparar para o pior."Defesa Civil e Climerh monitoram a cada momento o fenômeno, consultando o Centro Nacional de Furacões dos EUA e o National Oeanic Atmospheric Administration (NOAA), além da própria agência espacial norte-americana, a Nasa.16h00Depois de passar a noite praticamente estacionado sobre o oceano, o "Catarina" agora se movimenta a cerca de 40 quilômetros por hora, formando ventos de 120 quilômetros por hora na região por onde passa o seu núcleo e de 80 quilômetros por hora nas extremidades.Nesse ritmo e rumo, a previsão é de que deve atuar com mais intensidade sobre o sul do estado a partir das 16h00.O capitão Márcio Luiz, da Defesa Civil, alerta para a possibilidade de destelhamentos, inundações, deslizamentos, formação de ondas de até cinco metros e elevação do nível do mar. O capitão pede que, se o fenômeno atingir o continente, as pessoas se tranquem em casa, com janelas e portas bem fechadas, mantendo distância das aberturas.Embarcações e aviõesOs ventos mais fortes devem atingir principalmente a cidade de Araranguá e o litoral norte do Rio Grande do Sul. Em Florianópolis, a prefeita Angela Amin colocou todo o colegiado municipal em alerta.A Marinha já comunicou o acontecimento por rádio às embarcações, pedindo que se retirem do mar. A Aeronáutica está fazendo o mesmo em relação ao espaço aéreo. O responsável pela Defesa Civil de Araranguá, coronel Aliatar Silveira Filho, pede que os moradores da orla se dirijam a casas de parentes e amigos distantes das praias.

Agencia Estado,

27 de março de 2004 | 13h27

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