Cadu Rolim/Foto Arena
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Santa Catarina pode pedir ajuda federal para combater violência

'Não há porque fazer análise política', disse governador ao falar sobre contato com Ministério da Justiça

Tássia Kastner, Agência Estado

15 Novembro 2012 | 18h13

PORTO ALEGRE - O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, disse nesta quinta-feira que está em contato com o Ministério da Justiça e com os serviços de inteligência do governo federal para ajudar no combate à onda de violência que se iniciou no Estado na segunda-feira.

"Acho que nesta hora você tem que somar todas as forças, não há por que fazer qualquer tipo de análise política. Estamos buscando todo o sistema de informação, estou em contato com o Ministério da Justiça, com os órgãos de inteligência do governo federal, estamos trabalhando juntos. Se houver um recrudescimento, se houver necessidade, nós vamos buscar apoio", afirmou o governador em entrevista ao Jornal do Almoço, da RBS TV de Santa Catarina.

Colombo também destacou que pela manhã houve uma reunião com os representantes das empresas de transporte coletivo, para discutir a manutenção do serviço com segurança para os trabalhadores e passageiros. Nas regiões com maior índice de ataques, os ônibus continuam sendo escoltados por policiais. Ele também afirmou que a polícia está "equipada e motivada". "Estamos prontos para cumprir nosso dever."

Sobre a motivação dos ataques, que incluem queima de ônibus e ataques a postos policiais, o governador admite que uma das possibilidades é que o comando tenha partido de dentro do presídio de São Pedro de Alcântara, mas avalia que também são investigados atos de vandalismo. Colombo afirmou que Santa Catarina é o Estado menos violento do País e "agora é um momento crítico, um momento de desafio e nós estamos prontos pra dar a sociedade toda a segurança".

Dois novos ataques a ônibus foram registrados nesta quinta-feira. O primeiro foi pela manhã, em Itajaí, e outro, à tarde, em Itapema. Durante a última madrugada foram pelo menos 12 ataques.

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