Schirlei Alves/Agência RBS
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Santa Catarina receberá tropas da Força Nacional

Em meio a onda dos ataques no Estado, José Eduardo Cardozo se reuniu com cúpula catarinense para traçar estratégias de segurança

Tomás Petersen , Especial para O Estado

03 Outubro 2014 | 21h07

Atualizada às 22h40

FLORIANÓPOLIS - Para tentar conter a onda de atentados em Santa Catarina, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta sexta-feira, 3, o envio da Força Nacional de Segurança ao Estado. “Enviaremos quantos reforços forem necessários”, afirmou o ministro, após se reunir em Florianópolis com o governador em exercício Nelson Schaefer.

Cardozo não informou quando as tropas chegarão ao Estado. “Não divulgaremos nada com antecipação, para não prejudicar as operações”, disse. A cúpula da Segurança estadual, ministro e assessores voltaram a se reunir, após o anúncio, para traçar as estratégias de combate à violência. 

Presídios. Antes do encontro com o ministro Cardozo, Schaefer confirmou que a ordem dos ataques partiu do crime organizado de dentro de presídios. “Já efetuamos 44 prisões e identificamos mandantes dos crimes de dentro e de fora das penitenciárias. Agora, com a ajuda do ministro da Justiça, faremos o encaminhamento adequado”, afirmou o governador em exercício. Entre as medidas estudadas está a transferência de presos para penitenciárias federais. 

“O Estado de Santa Catarina não é, não poderá ser e não será refém da criminalidade. O Estado não está nas mãos dos criminosos”, afirmou Schaefer. Até esta sexta, porém, já haviam sido registrados 62 ataques em 26 cidades desde o dia 26. Segundo a Polícia Militar, 25 ônibus foram incendiados e 22 residências de policiais ou bases da polícia atacadas a tiros. São três mortos, incluindo um agente penitenciário aposentado.

O último atentado aconteceu na tarde desta sexta-feira em Joinville, quando criminosos armados invadiram um ônibus, obrigaram os três passageiros e o motorista a descer e atearam fogo. O veículo ficou completamente destruído. Até a noite, ninguém havia sido preso. 

Noite. A noite de quinta e a madrugada de sexta foram menos violentas do que as anteriores. Foram pelo menos oito ocorrências. O primeiro ataque da noite aconteceu em Chapecó, no oeste. Três homens invadiram um ônibus e obrigaram todos a descer. Depois, atearam fogo no veículo. Os suspeitos não foram encontrados. 

No meio-oeste, em Joaçaba, dois suspeitos tentaram, sem sucesso, incendiar um ônibus.

Em Camboriú, quatro homens atearam fogo em um caminhão-guincho que estava estacionado perto de um quartel de bombeiros. Em São José, a casa de um PM foi atacada com um coquetel molotov, mas o artefato não espalhou fogo. Em Gaspar, no Vale do Itajaí, a casa de um PM foi alvo de disparos.

No início da madrugada, em Florianópolis, três homens atiraram nove vezes contra a casa de um policial. Ninguém ficou ferido. A PM fez buscas, mas não prendeu ninguém. 

Na região norte, houve dois ataques. Uma delegacia em Joinville foi alvejada e um ônibus de turismo foi incendiado em Rio Negrinho. 

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