Santa Catarina recusa ajuda da Força Nacional de Segurança

Autoridades dizem que não querem desmerecer o trabalho dos agentes do próprio Estado

Júlio Castro, Especial para o Estado,

07 Fevereiro 2013 | 20h52

FLORIANÓPOLIS - A cúpula da segurança pública de Santa Catarina descartou a ajuda da Força Nacional de Segurança no combate à onda de ataques que acontece em todo o Estado. A oferta de ajuda do Ministério da Justiça, conforme o Secretário de Segurança Pública César Grubba e o comandante da Polícia Militar Nazareno Marcineiro, desestruturaria a moral daqueles que já atuam na investigação em Santa Catarina, além de soar como um indicativo de que as ações locais, realizadas até então, não estariam dando certo.

A decisão saiu de uma reunião do comando geral da segurança pública no final da tarde desta quinta-feira, um dia após o governador Raimundo Colombo se reunir, em Brasília, com o Ministro da Justiça Eduardo Cardozo. Marcineiro destacou que seriam enviados 300 agentes federais para Santa Catarina e que este contingente seria dividido nas oito principais cidades afetadas pelos atentados.

Pesou também na negativa o fato dos federais desconhecerem a geografia e as características específicas da criminalidade no Estado. Seria como começar tudo de novo, na avaliação do delegado Laurito Akira Sato, titular da Diretoria de Investigações Criminais (Deic), acrescentando que isso poderia prejudicar o tempo das investigações.

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